CONTEÚDOS E METODOLOGIAS DO ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA


Pode-se dizer que os gêneros textuais possuem número ilimitado e estão em processo continuo de transformação para melhor atender às nossas necessidades comunicativas. Observe os gêneros textuais ou discursivos dos textos abaixo:

Texto 1

Poética

Que é poesia?

uma ilha

cercada de palavras

por todos os lados

Que é um poeta?

 um homem que trabalha um poema

 com o suor do seu rosto

 Um homem que tem fome

 como qualquer outro

 homem.

 (Cassiano Ricardo)

 

Texto 2

Esmola

Uma esmola pelo amor de Deus

Uma esmola, meu, por caridade

Uma esmola pro ceguinho, pro menino

Em toda esquina tem gente só pedindo.

Uma escola pro desempregado

Uma esmola pro preto, pobre, doente

Uma esmola pro que resta do Brasil

Pro mendigo, pro indigente (...)

(Samuel Rosa/Chico Amaral)

Texto 3

Mãe,

Hoje vou passar na casa da Paty depois da aula para pegar um livro.

Não me espere para o almoço, pois a mãe da Paty me convidou para almoçar com elas.

Maria Clara

 

Os textos podem ser classificados respectivamente em:

 

 


Poesia, charge e música


Poema, crônica e bilhete


Poema, relato e e-mail


Poema, música e bilhete


Música, relato e bilhete

Há várias correntes e muitos estudos referentes ao ensino da Língua Portuguesa, mas ainda continua sendo uma tarefa difícil trabalhar a gramática de modo que atenda às necessidades de aprendizagem do aluno, sem cair no excesso da famosa “gramatiquice”. Pensando nisso, marque as alternativas corretas, levando em consideração a língua em seu uso e reflexão:

A. É importante proporcionar ao aluno o contato com o maior número possível de tipos de textos, gerando novas ideias e ampliando a visão de mundo.

B. É importante promover a aquisição de conhecimento das regras gramaticais e saber utilizá-las nas situações que exijam a norma culta, é essencial para a formação do aluno.

C. A criança precisa viver a experiência da autoria por meio da produção de textos, leituras de diferentes gêneros textuais, assim, indiretamente, o professor estará trabalhando noções gramaticais.

D. Copiar várias vezes a conjugação dos verbos é um ótimo exercício gramatical para aprender a utilizar os verbos, não sendo necessário contextualizá-los.

E. A gramática reflexiva incentiva o aluno a gostar de escrever, ler, interpretar, desde que a “nota”, em sala de aula, seja o ponto de partida para a aprendizagem.

Analise as afirmativas e marque a opção na qual se encontram somente aquelas que estiverem corretas:

 


A, C, D.


A, B, D.


C, D, E.


A, B, C.


B, D, E.

Em relação à questão da leitura, relacione a segunda coluna de acordo com a primeira:

 

(a) uma teoria do conhecimento

(b) uma psicologia/psicanálise

(c) uma sociologia

(d) uma pedagogia

(e) uma teoria da comunicação

(f) uma análise do discurso

(g) uma teoria literária

 

( ) ao considerar o desenvolvimento das habilidades de leitura no processo ensino-aprendizagem. Tal processo faz parte não só do quotidiano das escolas, como também da vida do cidadão em sociedades letradas e envolve sempre a escolha de uma trajetória. Enquanto vivemos, podemos desenvolver nosso universo textual com ajuda de outros leitores, num incessante processo de troca.

(  ) por envolver a relação sujeito-objeto do conhecimento, isto é, a relação leitor-texto. Nesse caso, observa-se, por exemplo, o maior ou menor poder do autor e do leitor na construção de sentidos do texto. Enquanto na primeira metade do século XX considerava-se o autor como dono absoluto do texto, e ao leitor cabia detectar suas intenções a elas subordinando-se, atualmente, o leitor é considerado também um produtor de sentidos, relativizando, assim, os poderes autorais.

(   ) ao tratar das condições sociais determinantes do processo de produção de saber, que é a leitura. As marcas sociais não podem ser abandonadas pelo sujeito, seja ele o autor, seja o leitor, já que estes pertencem a um grupo social com seus valores, seus poderes, suas limitações e suas expectativas.

(   ) ao envolver estados e disposições psíquicas, conscientes ou inconscientes, que determinam o ato de ler ou nele interferem. O ato de ler é motivado por um desejo e, ao mesmo tempo, atravessado pelo inconsciente. Isso significa que o leitor não controla todas as suas ações; antes investe no texto seus medos, suas angústias, suas fantasias, suas esperanças.

(   ) ao englobar a textualidade, a coerência, a interação verbal e outros fatos próprios da língua em seu uso pelos grupos humanos. A organização interna do texto, sua relação com outros textos, suas dimensões político-econômicas são elementos essenciais do ato da leitura.

(  ) ao voltar-se para a formação de sentidos enquanto envolvedora de códigos, mensagens, emissão, contexto, além da própria recepção. A publicação de um texto implica uma relação de circulação e consumo em que importa refletir sobre para quem se escreve, para que se  escreve e como se escreve.

(   ) quando se constitui como experiência estética. Chamando de literária a leitura tensionada na fusão entre o prazer e o estranhamento por parte do leitor, importa ressaltar a importância do trabalho da linguagem: criação poética tanto no ato da escrita quanto no ato da leitura.

 

Assinale a sequência CORRETA:


F B A C G D E


E F G D A B C


A C E G B D F


G D A F B C E


D A C B F E G

Os textos instrucionais são escritos em forma de orientações sobre a realização de determinadas atividades. Para isso, são utilizados os verbos no modo imperativo.

Marque a única opção a seguir que não apresenta uma frase de texto instrucional:

 


Misture todos os ingredientes do bolo e bata-os no liquidificador.


Beba às vinte horas, impreterivelmente, 3 cápsulas de remédio durante o jantar.


Iremos ao sítio na tarde de domingo.


Nunca conecte ou desconecte o plugue com as mãos molhadas, para evitar uma descarga elétrica.


Não instale ou guarde a Lavadora em local sujeito a chuvas ou ao mau tempo.

Leia o texto abaixo e assinale a única alternativa correta:

 

“Iscute o que to dizeno,

Seu dotor, seu coroné:

De fome tão padeceno 

Meus fio e minha muiér.

Sem briga, questão nem guerra,

Meça desta grande terra

Umas tarefas pra eu!

Tenha pena do agregado

Não me dexe deserdado

Daquilo que Deus me deu”

 

(Patativa do Assaré)

 

A partir dos elementos linguísticos explícitos e implícitos no poema e da variedade linguística utilizada pelo falante, podemos lhe atribuir a seguinte característica:

 


 O falante é escolarizado e vive em uma metrópole.


 O falante é idoso e vive fora do Brasil.


O falante é um adolescente que habita uma comunidade urbana.


O falante é escolarizado e vive em uma grande metrópole.


 O falante é sertanejo de uma comunidade rural.

O componente Língua Portuguesa da BNCC dialoga com documentos e orientações curriculares produzidos nas últimas décadas, buscando atualizá-los em relação às pesquisas recentes da área e às transformações das práticas de linguagem ocorridas neste século, devidas em grande parte ao desenvolvimento das tecnologias digitais da informação e comunicação (TDIC). Assume-se aqui a perspectiva enunciativo-discursiva de linguagem, já assumida em outros documentos, como os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN), para os quais a linguagem é “uma forma de ação interindividual orientada para uma finalidade específica; um processo de interlocução que se realiza nas práticas sociais existentes numa sociedade, nos distintos momentos de sua história” (BRASIL, 1998, p. 20).

Tal proposta assume a centralidade do texto como unidade de trabalho e as perspectivas enunciativo-discursivas na abordagem, de forma a sempre relacionar os textos a seus contextos de produção e o desenvolvimento de habilidades ao uso significativo da linguagem em atividades de leitura, escuta e produção de textos em várias mídias e semioses.  (BRASIL, MEC, 2018, P.65).

 

Nesse sentido, o texto ganha protagonismo na elaboração dos conteúdos e deve privilegiar os mais diversos gêneros discursivos levando em conta o desenvolvimento da leitura, produção e tratamento das linguagens ampliando assim as possibilidades de participação dos alunos em diferentes práticas sociais.

 

Porque

 

Cabe a escola  oferecer aos alunos os gêneros consagrados e impressos, como os clássicos da literatura canônica, por exemplo, e coibir as práticas de linguagens contemporâneas, como os textos multissemióticos, comuns nas redes sociais e internet, uma vez que os alunos ainda não conseguem mensurar o perigo que representa o excesso de exposição nas redes sociais.

 

Acerca dessas asserções, assinale a opção correta.


A primeira asserção é uma proposição verdadeira, e a segunda, uma proposição falsa.


As duas asserções são proposições verdadeiras, mas a segunda não é uma justificativa correta da primeira.


A primeira asserção é uma proposição falsa, e a segunda, uma proposição verdadeira.


As duas asserções são proposições verdadeiras, e a segunda é uma justificativa correta da primeira.


A primeira e a segunda asserções são proposições falsas.

O aprendizado da linguagem escrita requer do aluno dupla abstração: primeiramente, entender a linguagem através dos aspectos sonoros em sua realização, limitando-se ao plano das ideias veiculadas pelas palavras e em um segundo momento, de perceber a ausência do interlocutor na situação imediata de sua produção. Assim, é necessário um trabalho de organização das palavras, frases, expressões muito mais coesas e coerentes. Para desenvolvermos os procedimentos didáticos para uma prática de produção textual continuada na escola é necessário que o professor entenda a complexidade produção textual para o aluno e assim faça as intervenções necessárias.  

Com base no texto acima, percebemos que o professor  deve:

I)            Oferecer textos impressos de boa qualidade que podem se converter em referências de escrita para os alunos.

II)          Solicitar aos alunos que produzam textos muito antes de saberem grafá-los. Ditar para o professor, para um colega que já saiba escrever ou para ser gravado em fita cassete é uma forma de viabilizar esse tipo de procedimento.

III)        Propor situações de produção de textos, em pequenos grupos, nas quais os alunos compartilhem as atividades, realizando diferentes tarefas: produzir propriamente, grafar e revisar.

É correto o que se afirma em:


Apenas I e II


Apenas I e IIII


Apenas em I


Em I, II e III


Apenas II e III

Considerando os PCN e o ensino de língua portuguesa nas séries iniciais, espera-se que o aluno, ao final do ensino fundamental, “seja capaz de identificar os pontos mais relevantes de um texto, organizar notas sobre esse texto, fazer roteiros , resumos, índices e esquemas” (FERREIRA, 2012, p.7). Sendo assim, um critério básico para avaliar tal competência do aluno é que ele saiba:


Utilizar as diversas funções sociais da língua portuguesa, assim como, se comportar nas diferentes situações em que utiliza a linguagem oral.
Criar um novo texto coerente a partir do texto original compreendendo e transformando a linguagem em um instrumento de aprendizagem.
Conhecer e aplicar corretamente as regras gramaticais e a pontuação nas produções escritas.
Reescrever o texto original utilizando sempre a norma culta da língua portuguesa
Criar um texto original sobre um determinado assunto, pois não é necessária nenhuma leitura anterior para demonstrar sua criatividade.

Segundo Travaglia (2006), o ensino da língua portuguesa nas escolas deve ser observado nas proposições sobre o ensino de gramática nas diferentes áreas (linguística e pedagógica). Dessa forma, mostra-nos uma nova abordagem do ensino baseada na gramática reflexiva e não descritiva, afirmando que todo usuário da língua possui competência gramatical.

PORQUE

Através da convivência com as pessoas, a criança vai aprendendo a sua língua materna na qual a gramática já é utilizada. Dessa forma, sem se dar conta a criança já utiliza uma parte da gramática da sua língua. Podemos constatar esse conhecimento quando observamos uma criança que mesmo que ainda não esteja em idade escolar, sua linguagem já se assemelha com a de um adulto que já conhece a gramática.

A respeito dessas asserções, assinale a opção correta. 

 


A primeira é uma proposição verdadeira, e a segunda, falsa.
Tanto a primeira quanto a segunda asserções são proposições falsas
As duas são proposições verdadeiras, e a segunda é uma justificativa correta da primeira.
As duas são proposições verdadeiras, mas a segunda não é uma justificativa correta da primeira.
A primeira é uma proposição falsa, e a segunda, verdadeira.

Para que o aluno perceba a função social da escrita, o professor deve levar para a sala de aula textos práticos que revelam o uso que a comunidade do aluno faz da escrita. Dos exemplos apresentados a seguir, apenas um não é um texto prático que, de forma geral, a comunidade do aluno, usaria em seu dia a dia:


Artigo científico
Manual de instruções
Talões de luz
Lista telefônica
Receitas culinárias
Páginas: 123456789