FUNDAMENTOS HISTÓRICOS E FILOSÓFICOS DA EDUCAÇÃO


Leia, com atenção, as assertivas abaixo:   A cultura designa a própria ação do sujeito humano sobre a natureza humana [...] a cultura é, então, o que o homem faz de si e de seu mundo. PORQUE O homem é um ser cultural situado que vive e se desenvolve numa determinada cultura, sendo que esta [a cultura] é, ao mesmo tempo, morada do homem e moradora no homem.   A respeito dessas asserções, assinale a alternativa CORRETA:

As duas são proposições verdadeiras, e a segunda é uma justificativa correta da primeira.
A primeira é uma proposição falsa, e a segunda, verdadeira.
A primeira é uma proposição verdadeira, e a segunda, falsa.
As duas asserções são proposições falsas.
As duas são proposições verdadeiras, mas a segunda não é uma justificativa correta da primeira.
Leia, com atenção, os textos abaixo:   TEXTO I “O trabalho é a atividade correspondente ao artificialismo da existência humana [...]. O trabalho produz um mundo artificial de coisas, nitidamente diferente de qualquer ambiente natural. A condição humana do trabalho é a mundanidade” (ARENDT, 2007, p. 15).   TEXTO II “Enquanto [o homem] age sobre a natureza exterior e a modifica, transforma sua própria natureza. Desenvolve as potências nela adormecidas e submete o jogo das forças naturais a seu próprio domínio” (MARX, 1996, p. 202).   Na relação entre o texto I e o texto II, é CORRETO inferir que:

O texto I complementa o texto II.
O texto I contradiz o texto II.
O texto II é uma crítica ao texto I.
O texto II contradiz o texto I.
Os dois textos não se relacionam.
Leia, a seguir, um trecho da carta do padre Manuel da Nóbrega, enviada à Lisboa em 1558:   A lei, que lhes hão-de dar, é defender-lhes comer carne humana e guerrear sem licença do Governador; fazer-lhes ter uma só mulher; estirem-se, pois têm muito algodão; ao menos depois de cristãos, tirar-lhes os feiticeiros; mantê-los em justiça entre si e para com os cristãos; fazê-los viver quietos sem se mudarem para outra parte, [...] tendo terras repartidas que lhes bastem, e com estes Padres da Companhia para os doutrinarem (NÓBREGA apud ARANHA, 2006, p. 145).   O trecho dessa carta ilustra o processo de assujeitamento dos índios pelos padres jesuítas. Como consequências das atitudes dos missionários jesuítas para a cultura indígena, julgue os itens a seguir:   I Houve a desintegração da cultura indígena e o extermínio de uma grande quantidade de índios confinados nas missões. II Houve o fortalecimento da cultura indígena, pois, considerando-os como “filhos menores”, os jesuítas tinham como frente de trabalho a defesa dos indígenas e a preservação de seus cultos. III Houve a doutrinação dos indígenas que, sendo reconhecidos como possuidores de uma “alma”, foram educados segundo padrões europeus de religiosidade, moralidade e organização política.   Está CORRETO o que se afirma em:

I e II.
II, somente.
I e III.
II e III.
I, somente.
O pensamento pedagógico do século XIX não sofreu apenas as influências do novo modelo econômico e social imposto pelo fenômeno da industrialização e da urbanização acelerada. Também as novas postulações no campo da filosofia e das ciências contribuíram para a criação de um novo campo de conhecimentos pedagógicos. Acerca do positivismo e suas influências sobre a educação, julgue as afirmativas a seguir:   I O termo positivismo designa a observação e controle do real em oposição às formas teológicas ou metafísicas de explicação do mundo. II O positivismo pouco influenciou as escolas estatais que, tradicionalmente humanistas e religiosas, continuaram privilegiando a teologia e a filosofia. III A perspectiva positivista influenciou diretamente a pedagogia, que passou a compreender a aprendizagem como processo racional, mecânico e utilitário. IV O positivismo atribui ao conhecimento humano as mesmas relações invariáveis de causa e efeito comandadas pelas leis da natureza. V O positivismo exprime o entusiasmo pelo método das ciências humanas e sociais como único caminho para o conhecimento verdadeiro.   Estão CORRETAS as afirmativas:

I, III e IV.
I, III e V.
II, IV e V.
I, IV e V.
II, III e IV.
Leia, com atenção, o texto a seguir.   O ser humano não vive só de racionalidade e de instrumentos; gasta-se, dá-se, entrega-se nas danças, transes, mitos, magias, ritos; crê nas virtudes do sacrifício; vive o suficiente para preparar a sua outra vida, além da morte. As atividades do jogo, de festa, de rito, não são simples distrações para se recuperar com vistas à vida prática ou do trabalho. [...] o ser humano vive sua vida de alternância de prosa e de poesia, em que a privação de poesia é tão fatal quanto a privação de pão.   (MORIN, Edgar. O Método 5: a humanidade da humanidade. Porto Alegre: Editora Sulina, 2003, p. 141)   Conforme o texto, é CORRETO inferir que:   I a racionalidade deve estar acima das manifestações da sensibilidade sob pena de não se poderem produzir os instrumentos necessários à vida humana. II o caminho que leva ao que existe para ser pensado parte somente da racionalidade: a sensibilidade e o lúdico possuem função meramente distrativa. III a produção racional de instrumentos é necessária, mas não suficiente; o ser humano carece da arte como forma de expressão da existência.   Está CORRETO o que se afirma em:

I e II.
II, somente.
I, somente.
II e III.
III, somente.
O cenário educacional e pedagógico do século XX foi marcado pela busca de uma escola realista e que estivesse em conformidade com o mundo em constante transformação. A escola nova, com sua preocupação com o trabalho, tem como seus representantes mais emblemáticos Pestalozzi e Dewey, para quem a educação é um produto da sociedade e, por isso, possui uma função social. Por intermédio da educação, a sociedade formularia seu propósito, organizando seus próprios meios e recursos, dirigindo os indivíduos no sentido em que ela pretenderia se mover. E no Brasil, como se apresentava a educação?   I No período de 1930 a 1945 os ensinos secundário e profissionalizante ocupavam lugar de destaque na educação em geral, sendo acessíveis aos indivíduos de todas as camadas sociais. II A estrutura de classes era restrita e não havia sentido na escolarização das classes subordinadas, visto que para os trabalhadores da agricultura não havia a necessidade da leitura. III Com o fim do Império e a Proclamação da República, houve um fortalecimento da sociedade política e o surgimento de escolas militares de nível superior. IV Com a promulgação da Lei 4024/61, primeira Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, foi extinta a aprendizagem de ofícios industriais e houve, através do Plano Nacional de Educação, a valorização da educação em nível superior e a garantia de seu acesso a todos os cidadãos por meio de políticas públicas de inclusão social. V Na Constituição de 1937 foi instituído o ensino profissionalizante, previsto para as classes menos privilegiadas (Art. 129). A Lei previa a obrigação das indústrias e dos sindicatos na criação de escolas de aprendizagem voltadas para a área de sua especialização.   Estão CORRETAS as afirmativas:

II, III e V.
II, III e IV.
I, III, e V.
V, somente.
III, somente.

Segundo Pinto (2005, p. 43), “[...] o conteúdo da educação – tal como a forma – tem caráter eminentemente social e, portanto, histórico. É definido para cada fase e para cada situação da evolução em uma comunidade. Por conseguinte, deve atender primordialmente aos interesses da sociedade. Se esta é democrática, os interesses dominantes têm que ser os do povo, e se considerarmos um país em esforço de crescimento, tem que ser o de suas populações que anseiam por modificar sua existência”. A respeito do papel do educador e da escola, julgue os itens a seguir:

 

I O papel do educador é criar as condições de possibilidade para que os seus alunos possam problematizar o conhecimento adquirido, trocar experiências e construir sentidos.

II A aula deve ser, por excelência, o espaço da transmissão das informações e apropriação do conhecimento científico e cultural produzido e acumulado historicamente.

III O papel da escola é criar as condições de possibilidade para que o aluno progrida no desenvolvimento do protagonismo do processo de construção de conhecimento.

IV As práticas de ensino devem distanciar-se da realidade dos alunos, a fim de que, pela superação do senso comum, o fazer pedagógico seja cada vez mais eficiente.

 

Está CORRETO o que se afirma em:


I e III.


II e III.


I, somente.


II, somente.


I e II.

Durante o Regime Militar (1964-1985) os brasileiros viveram o medo gerado pelo governo do arbítrio e pela ausência do estado de direito. Os chamados “anos de chumbo”, além do sofrimento dos torturados e “desaparecidos”, foram devastadores para a cultura e para a educação. Acerca dos reflexos da ditadura sobre a educação, é CORRETO afirmar que:


O currículo escolar imposto pelo governo militar qualificou as práticas educativas, pois ao concentrarem o ensino-aprendizagem nos conteúdos humanísticos ampliou as competências socioafetivas e políticas dos alunos.


A criação do vestibular classificatório deu aos processos de ingresso da universidade maior transparência e igualdade de concorrência entre os candidatos ao ensino superior.


A organização estudantil em nível nacional, como a UNE foi reprimida na tentativa de sufocar a ação política dos estudantes, pois segundo os militares “estudante é para estudar; trabalhador para trabalhar”.


A inclusão das disciplinas de Educação Moral e Cívica e OSPB no currículo escolar revelou a intenção de educar politicamente a juventude, inserindo os jovens na militância política.


A ampliação do mercado de trabalho e das empresas multinacionais estimulou a demanda de escolarização, fazendo crescer a oferta das vagas nas universidades e democratizando o acesso aos estudantes.

O fenômeno da urbanização acelerada, decorrente da expansão do capitalismo industrial, ampliou as expectativas com respeito aos objetivos da escola e às práticas de ensino, em virtude da ascendente necessidade de qualificação da mão-de-obra para o trabalho nas fábricas. A respeito da organização da escola pública no século XIX, analise as afirmativas abaixo, indicando V para as verdadeiras e F para as falsas.

 

( ) O século XIX foi marcado por uma grande expansão da rede escolar, com a ampliação da escola elementar, da rede secundária e superior, e, ainda, com a criação da pré-escola.

( ) A reorganização da escola secundária no século XIX pôs fim à divisão que mantinha uma escola destinada à elite burguesa e outra destinada à instrução técnica para formação de trabalhadores.

( ) Ao lado da expansão da rede escolar, a educação cívica destacava-se no século XIX, como resposta à preocupação com a formação da consciência nacional e patriótica do cidadão.

( ) A escola secundária do século XIX foi marcada pela divisão que destinava à elite burguesa uma formação clássica, enquanto que para a classe trabalhadora era ofertada instrução técnica.

( ) As escolas politécnicas foram criadas no século XIX com o objetivo de nivelar a instrução básica e preparar os cidadãos de diferentes classes para o ingresso no ensino superior.

 

Assinale a sequência CORRETA:


F, F, V, V, F.


V, F, V, F, V.


F, V, F, F, V.


V, F, V, V, F.


V, F, F, V, F.

A Pedagogia busca na Filosofia um ideal que nutra de sentido e conteúdo a educação. A Filosofia, por sua vez, é sempre algo mais que ensino e recordação de ideias; é, desde a sua origem, a vigilância crítica, o espaço do debate, o impulso à fecundidade do pensamento. Sobre a construção do pensamento crítico, é CORRETO afirmar que:


Ensinar a pensar é assumir, como quem ensina, uma postura inflexível que garanta que diferentes perspectivas não gerem equívocos conceituais.


Ensinar a pensar é transmitir os valores produzidos pela cultura, assegurando a correta reprodução dos conteúdos científicos.


Ensinar a pensar é comunicar o pensamento de forma sistêmica e regular aos outros indivíduos, evitando a deformação das premissas científicas.


Ensinar a pensar é admitir toda e qualquer forma de conhecimento, valores e produção cultural como verdade evidente e precisa da realidade.


Ensinar a pensar é estimular o pensamento crítico, o respeito às diferentes ideias e a criação de sentidos políticos, éticos e estéticos.

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