LITERATURA INFANTOJUVENIL


Leia este trecho:

 

“(...) os escritores franceses não retiveram a exclusividade do desenvolvimento da literatura para crianças. A expansão desta deu-se simultaneamente na Inglaterra, país onde foi mais evidente sua associação a acontecimentos de fundo econômico e social que influíram na determinação das características adotadas.” (LAJOLO et al., 1991, p. 16)

 

Acerca dos desdobramentos da literatura infantojuvenil, analise estas afirmativas:

 

I- La Fontaine, Fénelon, Perrault escreveram obras específicas para crianças e jovens em língua francesa, assim como Daniel Defoe e Jonathan Swift o fizeram em língua inglesa.

II- Robinson Crusoé, de Daniel Defoe, e Viagens de Gulliver, de Jonathan Swift, ambas produzidas no século XVIII, situam-se em cenários exóticos e afastados da Inglaterra em processo de urbanização.

III- Contos de fadas, a exemplo de Contos de Mamãe Gansa, de Charles Perrault, e narrativas com aventuras, como Robinson Crusoé, de Daniel Defoe, são alguns dos gêneros que se confirmaram posteriormente como sendo do gosto infantojuvenil.

 

É correto apenas o que se afirma em:


I.


II e III. 


I e II.


II. 


III.

A respeito da especificidade da literatura infantojuvenil, pode-se afirmar:


Marisa Lajolo e Regina Zilberman consideram que a circulação dos textos entre escritores e público é menos determinante que os procedimentos internos e estruturais para se pensar acerca da especificidade da literatura infantojuvenil.


Cecília Meireles, autora de Literatura infantil brasileira: ensaio de preliminares para a sua história e suas fontes, afirma que a literatura é uma só.


Para Ivone Benedetti, os elementos do fantástico presentes nos contos e nas fábulas constituem por si só uma definição de literatura infantojuvenil.


Segundo Leonardo Arroyo, a literatura infantojuvenil deve ser compreendida a partir do gosto e dos interesses precisamente do público infantojuvenil.


Carlos Drummond de Andrade é um dos principais defensores de obras destinadas apenas ao público infantojuvenil. O escritor produziu diversos livros para esse público.

Considerando o surgimento da noção de criança, não se pode afirmar:

 


A inserção monástica de crianças e jovens contribuiu para a tomada de consciência acerca das suas particularidades em relação aos adultos.


A emersão da noção de criança não pode ser associada à compreensão mais nuclear da vida familiar, a exemplo da noção de pai, mãe e filhos.


Decorrente da ausência de problematização acerca de sua presença e de sua função social, admite-se um silêncio histórico a respeito da noção de criança na baixa Idade Média.


O surgimento do contexto escolar fortaleceu a compreensão da noção de criança.


De acordo com Philippe Ariès, a infância e consequentemente a adolescência são entendidas como uma invenção da era moderna, resultante das modificações na estrutura da sociedade.

Os aspectos pedagógico e moralizador por vezes orientaram a produção e a recepção escolar da literatura infantojuvenil. Nesse sentido, a literatura foi entendida apenas como instrumento de formação. No momento contemporâneo, os estudos teóricos e críticos, juntamente com a produção literária em si, indicam um outro cenário, isto é, evidenciam que a literatura infantojuvenil não deve estar atrelada a essas determinações exteriores, e conferem a ela autonomia para se constituir. Assinale a alternativa que melhor condiz com essa concepção:

 

 


A moral da história que acompanha as fábulas de Perrault é o aspecto mais interessante desse gênero.


A escola tem papel fundamental na introdução do objeto literário e na facilitação do acesso a ele por crianças e jovens, mas nem por isso essa instituição deve ser orientada pelo viés moralizante e pedagógico.

 

 


O uso das fábulas na escola é ideal, uma vez que, usando esses textos, é possível  ensinar de forma divertida. 


A leitura de textos literários para crianças deve atender a determinações morais e educacionais, uma vez que é por meio dessa leitura que o ser humano adentra nas configurações sociais e aprende sua função.


O aprendizado da virtude e dos bons costumes passa pela Literatura, sendo esta uma disciplina exemplar para o ensino de princípios moralizantes e edificadores.

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