FUNDAMENTOS DO AGRONEGÓCIO


Considere as colunas a e b e faça as correlações corretas. Escolha a alternativa correta: Coluna A Coluna B 1. Agribusiness   “Conjunto de todas as operações e transações envolvidas desde a fabricação dos insumos agropecuários, das operações de produção nas unidades agropecuárias, até o processamento e distribuição e consumo dos produtos agropecuários 'in natura' ou industrializados". 2. Sazonalidade da produção   A produção agropecuária é dependente das condições climáticas de cada região, apresentando períodos de safra e de entres safra, ou seja, períodos de abundância de produtos alternados com períodos de falta de produção, salvo raras exceções. 3. Sistema Agroalimentar "É o conjunto das atividades que concorrem à formação e à distribuição dos produtos alimentares e, em consequência, o cumprimento da função de alimentação". 4. Sistema Agroindustrial Não Alimentar   "É o conjunto das atividades que concorrem à obtenção de produtos oriundos da agropecuária, florestas e pesca, não destinadas à alimentação, mas aos sistemas energético, madeireiro, couro e calçados, papel, papelão e têxtil". 5. Características de cadeias produtivas   Refere-se ao conjunto de etapas consecutivas pelas quais passam e vão sendo transformados e transferidos os diversos insumos, em ciclos de produção, distribuição e comercialização de bens e serviços; Implica em divisão de trabalho, na qual cada agente ou conjunto de agentes realiza etapas distintas do processo produtivo; Não se restringe, necessariamente, a uma mesma região ou localidade; Não contempla necessariamente outros atores, além das empresas, tais como instituições de ensino, pesquisa e desenvolvimento, apoio técnico, financiamento, promoção, entre outros".      

1, 2, 3, 5, 4.
2, 1, 3, 4, 5.
1, 2, 3, 4, 5.
.1, 3, 2, 4, 5.
1, 2, 4, 3, 5.
Considere as colunas a e b e faça as correlações corretas. Escolha a alternativa correta: O sistema de produção é composto pelo conjunto de sistemas de cultivo e/ou de criação no âmbito de uma propriedade rural, definidos a partir dos fatores de produção (terra, capital e mão-de-obra) e interligados por um processo de gestão. A partir dos conceitos de interação e complexidade, os sistemas de produção foram classificados pela complexidade e pelo grau de interação entre os sistemas de cultivo e/ou de criação, que formam tais sistemas de produção. Em relação a sua complexidade, os sistemas de produção podem ser classificados como: Coluna A Coluna B 1. Sistema em monocultura ou produção isolada.   Ocorre quando, em uma determinada área, a produção vegetal ou animal se dá de forma isolada em um período específico, que normalmente é categorizado por um ano agrícola. Como exemplo de monocultura, tem-se o cultivo de soja intercalado por períodos de pousio, durante vários anos, na mesma gleba. 2. Sistema em sucessão de culturas.   Ocorre quando se tem a repetição sazonal de uma sequência de duas espécies vegetais no mesmo espaço produtivo, por vários anos. Por exemplo, em uma determinada gleba, pode ser adotado um sistema de sucessão soja-trigo, sendo o cultivo da soja na primavera/verão e do trigo no outono/inverno, por vários anos. Na mesma propriedade em outra gleba a sucessão utilizada pode ser de soja na primavera/verão e milho no outono/inverno 3. Sistema em rotação de culturas.   Ocorre por meio da alternância ordenada, cíclica (temporal) e sazonal de diferentes espécies vegetais em um espaço produtivo específico. Por exemplo, em uma gleba podem ser adotados durante seis anos, três ciclos de um sistema de rotação de culturas de dois anos, em que, no primeiro ano tem-se soja na primavera/verão e trigo no outono/inverno, enquanto no segundo ano tem-se milho na primavera/ verão e aveia ou girassol no outono/inverno. 4. Sistema em consorciação de culturas ou policultivo. Ocorre quando duas ou mais culturas ocupam a mesma área agrícola em um mesmo período de tempo. Como exemplo, o produtor pode adotar um sistema consorciado com o feijão cultivado nas entrelinhas do milho mais comum em áreas de agricultura familiar. Ressalta-se que sistemas consorciados podem estar inseridos em sistemas de sucessão (item b) ou rotação (item c) de culturas. 5. Sistema em integração. Ocorre quando sistemas de cultivo/criação de diferentes finalidades (agricultura ou lavoura, pecuária e floresta) são integrados entre si, em uma mesma gleba, com o intuito de maximizar o uso da área e dos meios de produção, e ainda diversificar a renda.

1, 2, 3, 4, 5.
2, 1, 3, 4, 5.
2, 3, 1, 4, 5.
1, 3, 2, 4, 5.
1, 2, 4, 3, 5.

O mundo atravessa um período de aumento expressivo do consumo de alimentos, impulsionado pela melhora da renda das famílias dos países em desenvolvimento, incluindo o Brasil, e pela acelerada urbanização em países como China e Índia, conforme mostra a Figura 1 abaixo, porém, vale observar que a produção, embora atenda a esse consumo, tem crescido a um ritmo inferior. Sabemos que o grande desafio da segurança alimentar é abastecer o mundo com sustentabilidade. Sobre este aspecto é correto afirmar:

Figura 1. Mundo em crescimento.

Fonte: ONU (2010) e FMI (2011).


O que se observa, quando realizada uma análise histórica, é que o mundo não tem apresentado limitações para expandir a sua área destinada à produção de alimentos. Para exemplificar, voltamos à década de 1960, quando havia 4,5 hectares (equivalente a 4,5 campos de futebol) para alimentar cada habitante das cidades do mundo. Considerando que de lá para cá a população urbana triplicou, era de se esperar um aumento significativo da área global utilizada para produzir alimentos. Porém, esta ficou praticamente estável ao longo de todo esse período.


Aumentar significativamente a produção passou a ser essencial para o reestabelecimento de uma situação mais equilibrada do suprimento global de alimentos.


O nosso país, nos últimos 20 anos, apresentou perdas de produtividade cerca de 4 vezes superiores à média mundial, ganhos esses suficientes para poupar mais de 50 milhões de hectares, ou uma área equivalente à 50 milhões de campos de futebol.


O reflexo dessa situação é sentido através da baixa dos preços dos alimentos observada nos últimos anos, percebida de maneira mais dramática pelos países em desenvolvimento, em especial aqueles mais pobres.


O mundo atravessa um período de aumento expressivo do consumo de alimentos, impulsionado pelo aumento da renda das famílias dos países em desenvolvimento e pela acelerada urbanização em países como Argentina e Índia.

Figura 1: Biomas brasileiros.

Considere a Figura 1 acima e marque a alternativa correta:

 


O Bioma Amazônia é um conjunto de ecossistemas interligados pela Floresta Amazônica e pela Bacia Hidrográfica do Rio Amazonas, a mais densa de todo o planeta. Caracteriza-se pela sua elevada extensão, ocupando quase a metade do território do Brasil, além das áreas territoriais da Bolívia, Guiana, Guiana Francesa, Suriname, Peru, Colômbia, Venezuela e Equador. O solo da Floresta Amazônica é propício para a agricultura.


O bioma se refere o espaço físico onde os sistemas agrícolas estão inseridos. É importante salientar que o bioma representa um conjunto de sistemas agrícolas. Entende-se por bioma um conjunto de vida (vegetal e animal) constituído pelo agrupamento de tipos de vegetação contíguos e identificáveis em escala regional, com condições geoclimáticas similares e história compartilhada de mudanças, o que resulta em uma diversidade biológica própria (IBGE, 2004).


Uma das principais marcas do bioma Amazônia é o fato de ele apresentar a maior biodiversidade do mundo, em números absolutos, em função de seu solo ser riquíssimo.


O Brasil apresenta seis tipos de biomas (Figura 1): Amazônia: ocupa cerca de 50% do país (noroeste); Cerrado: ocupa aproximadamente 24% do país (centro oeste); Mata Atlântica: presente em cerca de 13% do país (sul e sudeste); Caatinga: presente em mais ou menos 10% do país (nordeste); Pampa: ocupa cerca de 2% do país (sul) e Pantanal: extensão de mais ou menos 2% do país (centro-oeste).


Ressalta-se que as características geoclimáticas de cada bioma não influenciam significativamente na conformação dos sistemas agrícolas, podendo limitar determinados sistemas de cultivo ou de criação. Por exemplo, dificilmente será possível a realização de duas safras de culturas anuais em um mesmo ano agrícola em sucessão no Bioma Caatinga, sem a utilização criteriosa da irrigação.

Considere as afirmativas abaixo sobre a globalização da agricultura no mundo e no Brasil, julgue-as em verdadeiras ou falsas e escolha a alternativa correta.

(___) Na década de 1990, os países em desenvolvimento passaram a integrar tanto o sistema financeiro internacional, sobretudo enquanto receptores de fluxos de capitais, bem como a fazer parte do comércio mundial de forma mais intensa. Assim seguindo esta lógica o Brasil passou de um modelo pautado na substituição de importações – no qual procurava importar máquinas e equipamentos para poder produzir internamente e fornecer ao mercado interno produtos elaborados no próprio país –, para um modelo de caráter neoliberal, ao adotar a abertura econômica do país (comercial e financeira), visando absorver as transformações advindas do processo de globalização, que tornou o cenário mundial cada vez mais competitivo.

(___) Esse fato forçou as empresas a uma reestruturação produtiva, conduzindo-as a busca de novas estratégias para enfrentar a concorrência do mercado global exigente. Tornou-se imprescindível que empresas passem a desenvolver e/ou possuir vantagens competitivas que lhes permitisse uma inserção comercial importante em seu setor de atuação e, em alguns casos no cenário internacional.

(___) As interações de mercado entre famílias urbanas e rurais são essenciais para a solução de ambos os problemas. No entanto, os mercados não só possibilitam o acesso a uma melhor tecnologia e maior eficiência como também trazem novos riscos — de flutuações de preços que podem prejudicar o trabalho duro dos agricultores e endividá-los. Ao mesmo tempo, as economias urbanas dinâmicas oferecem aos agricultores, e em especial a seus filhos, a chance de uma nova vida na cidade. A expansão dos mercados em escala global multiplica as oportunidades, as escolhas e os riscos na propriedade agrícola e em nível nacional.

(___) A globalização dos mercados não é recente. Os Estados Unidos dependem há séculos dos mercados globais — eles fornecem café, chá e condimentos, por exemplo, e compram o excedente de grãos, tabaco e óleos vegetais. Outras partes do mundo têm mantido ligação semelhante desde o início do crescimento econômico moderno.

(___) Na Inglaterra do século 18, os preços do trigo estavam diretamente vinculados aos dos portos do Báltico; os preços do arroz em Calcutá e Bombaim, até mesmo em Paris, estavam condicionados aos de Rangoon e Saigon. O comércio de longa distância de commodities agrícolas beneficia as pessoas em ambas as pontas da transação.


V, F, V, F, F.


V, V, V, V, V.


V, V, V, F, F.


F, V, V, F, V.


V, F, F, V, V.

Localizado principalmente na Região Centro-Oeste, esse bioma é caracterizado pela presença de pequenos arbustos e árvores retorcidas, com cascas grossas e folhas recobertas de pelos. Solo deficiente em nutrientes e com alta concentração de alumínio. Marque a alternativa que corresponde ao bioma que apresenta as características descritas.


Campos


Caatinga


Mata de araucária


Mangue


Cerrado

Considere as Afirmativas abaixo sobre a Revolução Verde e escolha a alternativa correta correspondente:

1. A Revolução Verde pode ser dividida em três fases. A primeira foi a implantação deste modelo de produção nos países chamados do Terceiro Mundo como México, Brasil e Filipinas.

2. A segunda etapa foi o momento de expansão das técnicas utilizadas pelas empresas, que foram levadas para o resto do mundo como uma agricultura massificada.

3. Na terceira, a que vivemos hoje, em que as grandes empresas do ramo da biotecnologia e da nanotecnologia passaram a desenvolver experimentos tecnológicos com a utilização do material biológico de plantas e animais, ou seja, os organismos geneticamente modificados, ou simplesmente, transgênicos.

4. A terceira fase da Revolução Verde consolida um modelo de produção que gera maior desigualdade no interior dos países, marcada pelos latifúndios, pelos monocultivos e pelo uso de insumos químicos. E as empresas do ramo de agrotóxicos e transgênicos aprofundam um modelo econômico e tecnológico de exploração baseado na destruição ambiental, no desperdício de energia e na expulsão de milhares de agricultores do campo.

5. Segundo Conway (2003), sem o advento da Revolução Verde, a quantidade de pobres e famintos hoje seria bem maior. Ha 35 anos, segundo a FAO, havia aproximadamente 1 bilhão de pessoas nos países em desenvolvimento que não obtinham o suficiente para comer, o equivalente a 50% da população, contra 20%. Para Conway (2003), a conquista da Revolução Verde foi ter permitido aumentos anuais de alimentos que acompanharam o crescimento da população.

 


Somente as afirmativas 2 e 4 são verdadeiras.


Somente as afirmativas 1 e 4 são verdadeiras.


Somente as afirmativas 2, 3 e 4 são verdadeiras.


As afirmativas 1, 2, 3, 4 e 5 são verdadeiras.


Somente as afirmativas 1, 3 e 5 são verdadeiras.

Sobre as PERSPECTIVAS E TENDENCIAS DO AGRONEGÓCIO BRASILEIRO é correto afirmar:


Em relação ao mercado externo, as projeções da AGE/MAPA (2011) são de que a demanda interna consuma em torno de 52,7% da produção entre 2010/11 e 2020/21, já para o milho estima-se um consumo interno de 86%, no mesmo período.


Segundo a AGE/MAPA (2011), na pecuária de carnes, também haverá forte pressão do mercado externo. Do aumento previsto na produção de carne de frango, 65,3% da produção serão destinados ao mercado interno; da carne bovina produzida, 77,0% deverão ir ao mercado interno, e na carne suína, 80,0% serão destinados ao mercado interno. Nestes termos, embora o Brasil seja, em geral, um grande exportador para vários desses produtos, o consumo interno é predominante no destino da produção.


As projeções fornecidas pela AGE/MAPA para a produção do agronegócio brasileiro para os próximos 10 anos são bastante otimistas. Em relação aos grãos verifica-se que é estimado um crescimento de 32,9 milhões de toneladas na produção dos principais grãos (Feijão, Trigo, Arroz, Milho e Soja), o que representa um crescimento de 23% entre as safras de 2010/11 e 2020/21.


A grande parte do incremento da produção do agronegócio brasileiro, obtida em função da produtividade, terá como espaço de destinação a economia de exportação.


É importante destacar que a despeito da projeção de crescimento da produção do agronegócio brasileiro entre as safras de 2010/11 e 2020/21, existe a expectativa de ocorrer pressão sobre a demanda pelos produtos do agronegócio, tendo em vista que se espera que tanto as importações, em decorrência da incapacidade de aumento da produção de alguns países, como o consumo interno aumentem significativamente.

A expressão “desenvolvimento sustentável” é amplamente empregada para designar a preservação da natureza, com vistas à promoção de uma maior conscientização ambiental na sociedade. Esse termo designa, especificadamente:

 

 

 


A ampliação das medidas socioeducativas para o uso consciente da natureza, de modo a garantir, sobretudo, o desenvolvimento econômico e urbano.


A adoção de medidas de expansão das áreas naturais sobre as zonas de ocupação humana, de forma a reconstruir o império dos domínios da natureza.


A manutenção do desenvolvimento econômico de modo a garantir a preservação da natureza e dos recursos naturais para as gerações futuras.


A palavra desenvolvimento, que antes era sinônimo de progresso e crescimento, hoje passa por outro enfoque, o da sustentabilidade. Para que se alcance a sustentabilidade é preciso que uma série de indicadores econômicos, culturais, políticos, tecnológicos, ambientais, éticos e sociais atuem de forma isolada.


A interrupção das práticas econômicas para garantir, primeiramente, a conservação dos elementos naturais.

Sobre a REVOLUÇÃO VERDE é correto afirmar:


 

A partir da década de 1970, esse modelo passou a apresentar sinais de diminuição cristalizados na identificação dos problemas ambientais ocasionados pelo uso intensivo de agroquímicos e nos próprios limites de crescimento da indústria de insumos químicos.


 

A Revolução Verde pode ser caracterizada como um paradigma tecnológico derivado da evolução dos conhecimentos da química e da biologia, que definiram uma trajetória tecnológica baseada no uso minimo de insumos químicos (fertilizantes e pesticidas).


 

A Revolução Verde, modelo baseado no uso minimo de agrotóxicos e fertilizantes sintéticos na agricultura, é um fato corrente no campo e está presente na vida de muitos produtores em diversas áreas do mundo, porém, para se chegar ao atual estágio, exigiu-se toda uma gama de fatores que marcaram a sociedade no instante de seu surgimento. Para tanto, faz-se necessário compreender em qual contexto se vivia, para então desvendar os reais objetivos do processo de modernização da agricultura e, por conseguinte, os impactos provocados por ela, no espaço nacional.


 

O desenvolvimento da biotecnologia limitou o surgimento de técnicas capazes de superar as barreiras genéticas existentes nas técnicas de melhoramento tradicional. Se por um lado essa mudança significou a possibilidade de superação dos limites alcançados pelo modelo tecnológico da Revolução Verde, ela representou, por outro lado, a oportunidade de diversificação de atividades das empresas do ramo químico.


Pode-se afirmar que a Revolução Verde não é apenas um avanço técnico para aumentar a produtividade, mas também existe uma intencionalidade inserida dentro de uma estrutura e de um processo histórico. Neste sentido, será imprescindível remeter para o contexto do final da Segunda Guerra Mundial, em cujo momento é possível vislumbrar a formação de um conjunto de variáveis, sejam elas técnicas, sociais, políticas e econômicas para o desenvolvimento da Revolução Verde.

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