A REINVENÇÃO DO BRASIL: DA REGÊNCIA À REPÚBLICA OLIGÁRQUICA


Leia o trecho seguinte:

“Segundo Mário de Andrade, "a realidade que o movimento modernista impôs" era caracterizada pela "fusão de três princípios fundamentais: o direito permanente à pesquisa estética; a atualização da inteligência artística brasileira; e a estabilização de uma consciência criadora nacional.” (REZENDE, Neide. A Semana de Arte Moderna. São Paulo: Editora Ática, 2006, p. 73)

Sobre os anseios principais da Semana de 1922 é possível defini-los em três palavras:


Subjetivismo, relatividade e imprecisão.


Isolacionismo, incompatibilidade e receio.


Provincianismo, inatividade e rigor. 


Conservadorismo, inflexibilidade e acomodação.


Experimentalismo, inventividade e ousadia.

Leia atentamente as anotações de D. Pedro II, em seu diário, aos 36 anos:

“Nasci para consagrar-me às letras e às ciências, e, a ocupar posição política, preferia a de presidente da República ou ministro à de imperador”. (REVISTA Nossa História. A Construção do Brasil: fatos, pessoas e ideias que formaram a nação. Rio de Janeiro: Vera Cruz, 2006, p.157)

O que se pode concluir, com base nos estudos realizados? Assinale a alternativa correta:


Ele pretendia, possivelmente, estabelecer uma ditadura pessoal de feições republicanas como o déspota esclarecido que fora seu pai.


Ele pensava em dar um golpe que lhe possibilitasse implantar um regime de natureza republicana e socialista.


Ele pensava em entregar o controle do nosso estado para os norte-americanos e receber, em troca, o cargo de presidente.


Ele usava a ironia, cara ao seu intelecto prodigioso, para dizer que não abriria mão de permanecer Imperador do Brasil.


Ele sabia muito bem, à medida que o tempo passava e as peças eram movidas no tabuleiro político, que a monarquia tinha os seus dias contados.

Leia atentamente o trecho seguinte:

“[...] de uma função purificadora da nacionalidade, pois contribuíam para modificar a composição física e cultural do povo brasileiro, produzindo um tipo racial mais eugênico e civilizado: um tipo humano de bom sangue e portador de valores e referentes culturais que incluíam a disciplina, a ética do trabalho, o respeito às leis etc.” (COLBARI, Antonia. Familismo e ética do trabalho: o legado dos imigrantes italianos para a cultura brasileira. Revista Brasileira de História. São Paulo, ANPUH, v.17, n.34, 1997. p.58.)

Você acabou de ler uma declaração que reflete o pensamento de parte da elite agrária brasileira sobre a presença do imigrante europeu no Brasil no séc. XIX. Baseando-se em seus estudos, responda: a qual elite agro-exportadora podemos associar, por razões históricas, essas ideias; e à qual ambiente regional ela corresponde?


Barões do café do Noroeste paulista.


Coronéis cacaueiros da Bahia.


Estancieiros pecuaristas do Sul.


Senhores da borracha da Amazônia.


Barões do café do Vale do Paraíba.

Leia com atenção:

...ao expressar os interesses da cafeicultura paulista, o PRP, destoando dos republicanos da Corte, não tinha uma posição clara em relação à escravidão. (OLIVEIRA, Antoniette Camargo de...[et al.]. O Brasil Monárquico. Uberaba: Universidade de Uberaba, 2011.)

O que pode se dizer sobre a posição ideológica assumida por esse partido, enquanto o republicanismo se fortalecia? Assinale a alternativa correta:


Somente em 1889, às vésperas da proclamação, eles assumiram um republicanismo moderado.


Somente em 1888, como crítica à princesa Isabel, decidiram defender sua posição escravagista.


Somente em 1887 é que eles, abertamente, decidiram por se pronunciar contra o trabalho escravo.


Somente em 1871, manifestaram certa simpatia pelos escravos ao proporem a Lei do Ventre livre.


Somente em 1850, os paulistas optaram pelos ideais republicanos quando viram a promulgação da Lei de Terras.

Leia com atenção:

“o programa de imigração permitiu aos fazendeiros paulistas não somente abolir a escravidão sem muitos incômodos, como também criar as condições para sustentar a expansão da produção cafeeira - o que foi favorecido, inicialmente, pelos altos preços do café. (HALL. Michael M. Trabalhadores Imigrantes. Revista Trabalhadores. Campinas: n. 3, 1989. p. 5).

Qual discurso justificador se vulgarizou como argumento para a “importação” de braço imigrante para o trabalho nas fazendas paulistas. Assinale a alternativa correta:


As ideias anarquistas


As ideias humanitárias


As ideias socialistas


As ideiais escravistas


As ideias eugênicas

Referente ao desenvolvimento da produção de café para exportação no Segundo Reinado (séc. XIX), é possível dizer que:


aparece no mesmo contexto da lavoura canavieira;


foi o principal produto de exportação durante o Segundo Reinado;


atendia as necessidades do ciclo da exploração aurífera.


sua produção ficou toda concentrada no nordeste brasileiro;


atendeu parcialmente a carência econômica do Segundo Reinado;

Leia atentamente:

[...] No populismo, o principal motor e instrumento, o povo, é entendido como uma realidade homogênea, sem qualquer especificidade classista. [...]. O termo populismo aplicou-se a diversos movimentos políticos e sociais ocorridos em diferentes países na África, Ásia, Europa e América, assumindo ênfase particular na América Latina, especialmente na Argentina, no Brasil e no México. [...] No populismo, de outra parte, o conceito de povo não é racionalizado, predominando sempre a emotividade. Isso possibilita muitas vezes a associação do populismo ao nacionalismo, bem como à existência de líderes carismáticos. [...] (AZEVEDO, Antonio Carlos do Amaral. Dicionário de nomes, termos e conceitos históricos. 2a. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1997, p. 331).

O que podemos afirmar sobre o populismo no Brasil Republicano? Assinale a alternativa correta:


Getúlio Vargas inaugurou o populismo no Brasil, como prática política que desmobiliza politicamente a população, apesar de buscar satisfazer suas necessidades mais imediatas.


Jânio Quadros deu início à fase populista de nossa história; que só terminou com o afastamento do presidente Fernando Collor de Melo.


João Goulart foi o grande pioneiro brasileiro no que tange às práticas que podem ser denominadas populismo.


Juscelino Kubitschek foi o primeiro governante brasileiro a exibir traços de populismo na sua maneira de governar.


Café Filho é e será sempre lembrado como o primeiro populista genuíno de nossa história política.

Leia atentamente:

Em todas as falas, seja no debate mais amplo que agitava o meio político nacional, seja nas disputas políticas menores do dia a dia, o conceito de “revolução” colocava-se claramente como central para todas as vozes envolvidas; isso se percebe nos variados registros (na imprensa, em anais, como em ensaios, memórias e até na literatura). Essa infinidade de fontes comprova a centralidade e a predominância do conceito em diferentes conteúdos, e essa “revolução” aparece quase que permanentemente adjetivada como “brasileira”. A expressão “questão social”, embora nem sempre de maneira explícita, alinhava-se à ideia de revolução: era para enfrentar esse problema maior da sociedade, por caminhos diversos e opostos, que se pretendia tomar o poder. [...] (BORGES, Vavy Pacheco. Anos Trinta e Política: História e Historiografia. In: FREITAS, Marcos Cezar (org.) Historiografia Brasileira em Perspectiva. São Paulo: Contexto, 1998.)

Após refletir sobre os apontamentos anteriores, assinale a alternativa que expressa coerentemente a essência da chamada “Revolução de 1930”.

 


Significou o nivelamento social através de um processo efetivo de reforma agrária.


Pretendia a superação das tenções raciais e a igualdade social entre negros e brancos.


Tratou-se de uma revolução de caráter socialista.


O que se costuma chamar de Revolução, foi um só um golpe da elite urbano-industrial.


Representa o fim dos privilégios sócio-políticos da classe de homens “bem nascidos” no Brasil.

Leia com atenção:

É particularmente no Oeste da província de São Paulo – o Oeste de 1840, não o de 1940 – que os cafezais adquirem seu caráter próprio, emancipando-se das formas de exploração agrária estereotipadas desde os tempos coloniais no modelo clássico da lavoura canavieira e do “engenho” de açúcar. (HOLANDA, Sérgio Buarque de. Raízes do Brasil, 1987.)

Nesse modelo de agroexportação praticado, sobretudo, no noroeste paulista, a mão de obra mais amplamente utilizada e preferida foi:


negros cativos que não paravam de ser legalmente traficados;


imigrantes italianos que queriam “fazer a América”;


prisioneiros políticos cedidos pelo Estado;


mulheres órfãs que não puderam se casar;


índios catequizados por missionário luteranos;

Reflita um tanto sobre a situação econômica brasileira durante o Segundo Reinado e depois assinale a alternativa correta:


diversificação agrícola e o desenvolvimento do parque industrial andaram juntos na economia brasileira do século XIX.


A monocultura manteve sua primazia em nossa economia graças ao sucesso da produção de café.


a ausência de mão-de-obra escrava (provocada pelo fim do tráfico|) justifica o fracasso da cafeicultura.


a explosão demográfica nos estados do Sul justifica a crescente produção de erva-mate e seu consumo interno. 


O algodão, face a explosão da indústria têxtil paraguaia, torna-se o principal produto de exportação do nosso país. 

Páginas: 12345