PALEONTOLOGIA


A tectônica de placas afirma que a litosfera é constituída por placas tectônicas separadas e distintas que flutuam sobre a astenosfera. Como a astenosfera possui certa fluidez, permite que essas placas se movimentem em diferentes direções, afastando-se ou aproximando-se. Acredita-se que a fonte da energia necessária para produzir estes movimentos seja: 

Figura: Litosfera - camada sólida mais externa do planeta Terra, constituída por rochas e solo.


a dissipação de calor a partir do núcleo externo.


a dissipação de calor a partir da crosta terrestre.


a dissipação de calor a partir dos núcleos: interno e externo.


a dissipação de calor a partir do núcleo interno.


a dissipação de calor a partir do manto.

Leia o texto - Viajando pelo campo e pelas coleções: aspectos de uma controvérsia paleontológica, correlacione as informações com o questionamento abaixo e, a seguir, assinale a alternativa CORRETA.

Viajando pelo campo e pelas coleções: aspectos de uma controvérsia paleontológica

No caso específico das Ciências paleontológicas, uma área de conhecimentos configurada ao longo do século XIX, Rudwick (1987, p. 12) considerou difícil imaginar sua construção sem o estabelecimento da tradição de preservação dos museus. A importância dos museus não é um sinal de imaturidade da ciência, uma indicação de uma fase ‘descritiva’ ainda não completamente desenvolvida: pelo contrário, os museus são necessariamente uma característica central da atividade do estudo dos fósseis, originada pela natureza inerente do material. Na Europa, a Paleontologia de fato se assentou muito bem nas estruturas dos grandes museus de história natural existentes, que aliás ajudou em muito a ampliar. Nos Estados Unidos, particularmente no final do século XIX, Edward Drinker Cope (1850-97) e Othoniel Charles Marsh (1831-93), dois eminentes paleontólogos e construtores de museus, tornaram a Paleontologia de vertebrados uma atividade de tal modo cara que poucos indivíduos ou instituições puderam sustentar escavações, transporte, investigações, montagem de coleções, no mesmo nível. 

No Brasil, a Paleontologia se institucionalizou no Museu Nacional do Rio de Janeiro, embora a ausência dos grandes esqueletos montados de mamíferos sul-americanos fosse sempre lamentada por seus diretores e atribuída à falta de recursos suficientes. Ihering, a princípio funcionário do Museu Nacional do Rio de Janeiro, depois diretor do Museu Paulista, tendo neles desenvolvido seu trabalho, também inovou em termos de concepções de museus. Apoiado em suas viagens pelo mundo dos museus europeus, fez sua tipologia dessas instituições e concebeu o Museu Paulista como um museu sul-americano, especializado em moluscos fósseis e viventes, porque seus próprios trabalhos abarcavam dimensões continentais (LOPES, 1997).

Fonte: Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/hcsm/v8s0/a05v08s0.pdf. Acesso em: 15 out.2016.

A Paleontologia é a ciência que estuda os fósseis e a preservação das partes duras do esqueleto dos organismos, sem alteração de seu molde original pode ocorrer por: (i) incrustação; (ii) permineralização e (iii) concreção. Na concreção:


a maioria dos constituintes voláteis escapam durante a decomposição, restando o carbono. Neste caso, o fóssil é escuro devido à presença do carbono preservando a forma do organismo.


componentes eliminados durante a decomposição podem atrair algumas substâncias fazendo com que fiquem aderidas no organismo formando nódulos como, por exemplo, a amônia produzida na decomposição faz com que haja precipitação do bicarbonato de cálcio dissolvido na água.


um mineral recobre a superfície do animal formando um envoltório ao redor.


a maioria dos constituintes voláteis escapam durante a decomposição, restando o oxigênio. Neste caso, o fóssil é escuro devido à presença desse gás, que preserva a forma do organismo.


as partículas que formam o sedimento em volta do organismo o penetram preenchendo as suas cavidades.

Qual é o fóssil humano mais antigo?

Há controvérsias. Quanto ao mais famoso desse time não restam dúvidas: é uma mocinha de 20 anos e 1,20 metro de altura, provavelmente morta por um crocodilo, e que passou cerca de 3,2 milhões de anos sob as areias da Etiópia até ser descoberta em 1974. Durante algum tempo, Lucy, essa Australopithecus afarensis, foi tida como nossa Eva. Mais recentemente, uma equipe liderada pelo paleontólogo Yohannes Haile-Selassie, da Universidade da Califórnia, encontrou restos de indivíduos que viveram nessa mesma região da África, também há 3,2 milhões de anos. A novidade é que esses foram classificados como sendo de uma subespécie primitiva, batizada de Ardipithecus ramidus kadabba.

Fonte: Disponível em: http://mundoestranho.abril.com.br/ciencia/qual-e-o-fossil-humano-mais-antigo/. Acesso em: 07 out.2016.

 

Analisando o grau de preservação em que o fóssil é encontrado (intacto, com rachaduras ou camadas perdidas), pode-se inferir o período pelo qual o osso ficou exposto ao "tempo" antes de ser soterrado, sendo a duração máxima de um osso exposto na superfície, de no máximo 20 anos.

 

A partir das informações acima e considerando seus estudos sobre Paleontologia, responda ao questionamento a seguir: refere-se ao processo genericamente chamado de fossilização, o qual estuda as alterações químicas e físicas sofridas, desde o momento em que o animal foi soterrado, até a sua coleta, já como estruturas fossilizadas ?


carbonificação.


concreção.


incrustação.


diagênese.


recristalização.

Isótopo radioativo

Um isótopo radioativo é um elemento capaz de emitir radiação. Ele também recebe o nome de radioisótopo, e é muito empregado atualmente na Ciência e na Medicina. Na prática, os isótopos radioativos servem como marcadores e fontes de energia. Por sua vasta utilização nas pesquisas de Biologia, Medicina, Física e Química, o isótopo radioativo tem sido amplamente empregado pelo homem. Hoje, o elemento também está presente no desenvolvimento de tecnologias para a indústria e, até mesmo, para a agricultura.

Os isótopos radioativos são, basicamente, átomos que contam com diferentes números de nêutrons. Eles podem emitir raios alfa, beta e gama.

Fonte: Disponível em: https://www.google.com.br/webhp?sourceid=chrome-instant&ion=1&espv=2&ie=UTF-8#q=is%C3%B3topos+radiativos. Acesso em: 08 out.2016.

Existem na natureza, elementos químicos que são estáveis como, por exemplo, o oxigênio. Este elemento possui três isótopos (elementos químicos com o mesmo número de prótons, mas com número de nêutrons diferentes). Outros elementos têm a tendência de se transformarem em outro elemento mais estável, sendo estes, os chamados isótopos radiativos. Nesta transformação, chamada de decaimento radiativo uma quantidade de radiação é emitida, liberando calor. Este processo que acontece de forma lenta e constante é chamado de:

princípio da superposição.


meia-vida.


âmbar.


correlação fóssil.


estratigrafia.

Primeiramente, leia o texto abaixo e, em seguida, assinale a alternativa correta.

O que são bacias sedimentares?

As bacias sedimentares são depressões existentes no relevo, que são preenchidas por sedimentos de origem orgânica (vegetais, animais mortos, algas) e por rochas que passaram por processo de erosão. São de grande importância econômica, pois são responsáveis por fontes de energia de origem fóssil (petróleo e carvão mineral).

Bacias sedimentares e petróleo

Grande parte das jazidas de petróleo do mundo está em bacias sedimentares, pois ao longo de milhões de anos o material orgânico soterrado foi entrando em processo de decomposição, em função da ação de bactérias e da baixa quantidade de oxigênio, dando origem ao petróleo e ao gás natural.

Bacias sedimentares e carvão mineral

Em alguns casos, ocorreu o soterramento de florestas e matas. Nestas bacias sedimentares estes vegetais entraram, com o passar de milhares de anos, em processo de sedimentação, formando rochas sedimentares de origem fóssil (carvão mineral).

Fonte: Disponível em: http://www.suapesquisa.com/relevo/bacias_sedimentares.htm. Acesso em: 21 nov.2016.

Mais da metade do território nacional é constituído por bacias sedimentares, o que explica a importância paleontológica do Brasil, uma vez que a característica principal para a formação de fósseis é a deposição de sedimentos em restos e vestígios de animais (VIDE Figura). No Brasil, os fósseis mais antigos são oriundos de:


rochas magmáticas de idade Pré-cambriana.


rochas metamórficas do período Quaternário, época Pleistoceno.


rochas metamórficas de idade Pré-cambriana.


rochas metamórficas da época Holoceno.


rochas metamórficas do período Quaternário, época Holoceno.

Você sabia que a interpretação dos Paleoambientes é fundamental, no que se diz respeito ao ambiente em que o fóssil viveu, contribuindo para os estudos da Paleobiogeografia? Uma vez que cada espécie tem sua própria distribuição geográfica (Biogeografia), elas são encontradas em maior ou menor região na terra ou na água. Análogo ao que acontece hoje, as espécies devem ter passado pelas mesmas imposições ambientais, determinando também outro tipo de distribuição, a distribuição ecológica.

A respeito desses estudos, julgue os itens a seguir.

I)  Todo organismo tem um - modo de vida‖ dentro do habitat em que vive normalmente. Para se adaptar a estes ambientes, os organismos tinham que possuir estruturas e fisiologia adaptadas para tal, assim como seu modo particular de sobreviver às pressões exercidas pelo meio. De acordo com evidências paleoambientais, existiram no passado, habitats semelhantes aos encontrados hoje. Com isso, torna-se fundamental a aprendizagem das bases da Ecologia para o estudo da Paleoecologia.

II) Não menos importante para o conhecimento básico da Paleontologia, é o estudo da Paleoclimatologia. Este ramo do conhecimento paleontológico se ocupa do estudo e descrição da Geografia Física do passado geológico, tal como a reconstrução histórica do padrão da superfície terrestre ou de uma dada área, num determinado tempo do passado geológico, ou o estudo de sucessivas mudanças da superfície durante o tempo geológico.

III) A Paleontologia nos forneceu, e ainda fornece evidências valiosas no processo evolutivo das espécies. Vale lembrar-se do precioso trabalho de coleta e estudo de espécimes fósseis, que Darwin coletou durante sua viagem ao redor do mundo a bordo do navio Beagle, e que teve um valor inestimável na fundamentação do seu trabalho sobre evolução.

Está correto o que se afirma em:


II, apenas.
II e III, apenas.
I e II, apenas.
I e III, apenas.
I, II e III, apenas.

A Geologia (do grego geo, terra e logos, estudo) é a ciência que estuda a crosta terrestre, a matéria que a compõe, seu mecanismo de formação, as alterações que está experimentando desde sua origem e a textura e estrutura que sua superfície possui atualmente.

Fonte: Disponível em: http://www.infoescola.com/ciencias/geologia/. Acesso em: 13 out.2016.

Considerando as informações acima e seus estudos sobre Paleontologia, responda ao questionamento abaixo e assinale a alternativa CORRETA.

Pergunta-se: ramo da Geologia que estuda a sequência dos estratos que formam as rochas sedimentares e a sua idade, buscando determinar os eventos pelos quais às formaram?


Cristalografia.
Estratigrafia.
Espeleologia.
Geofísica.
Sismologia.

Leia o texto abaixo e, em seguida, assinale a alternativa correta.

A morfologia das conchas fósseis coletadas durante escavações realizadas na extinta lagoa de Janaúba, MG, levou-nos a identificá-las como Biomphalaria aff. glabrata. Como foram encontradas no mesmo horizonte das ossadas de Eremotherium laurillardi (Lund), admitimos que elas são de idade pleistocênica superior. Sendo a região uma área de distribuição recente de B. glabrata, a ausência da mesma na microrregião, onde foram encontradas as conchas fósseis, leva-nos a crer que certas descontinuidades na distribuição geográfica atual poderiam ser atribuídas ás mudanças climáticas pleisto-holocênicas, sabidamente ocorridas na região.

Fonte: Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_abstract&pid=S0074-02761984000100005&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt. Acesso em: 15 out. 2016.

A vida na Terra surgiu há aproximadamente 3,8 bilhões de anos, e desde então, restos de animais, vegetais ou evidências de suas atividades ficaram preservados nas rochas. Estes restos e evidências são denominados de fósseis e constituem o objeto da Paleontologia (CASSAB, 2004). Quando os restos de um organismo não são preservados, ocorre apenas evidências indiretas dos seres vivos, uma prova de sua existência. Diante desses contextos, podemos afirmar que vestígios, como os gastrólitos são:


fezes fossilizadas.
estruturas muito parecidas com fósseis, mas que são comprovadamente de origem orgânica.
estruturas presentes nas rochas, semelhantes a organismos, que são originadas pela passagem da água e precipitação de algum mineral.
rochas presentes em restos estomacais (auxiliava na digestão).
os restos de seres humanos e animais atuais encontrados numa turfeira ou em depósitos de cavernas.
Primeiramente, leia o texto abaixo.
Registro fóssil

É importante ter em conta que o registro fóssil ainda é extremamente incompleto. Por outro lado, existe o problema respeitante à conciliação entre os conhecimentos que possuímos do registro fóssil e os organismos atuais. Apesar de haver uma forte concordância entre as classificações apoiadas nas estruturas rígidas dos organismos atuais e fósseis, os investigadores destes dois campos utilizam para identificação critérios diferentes. Portanto, há muitas lacunas. Além disso, a avaliação da abundância de organismos no passado, apenas pode ser feita de um modo subjetivo. Assim, no registro fóssil o que é mais fácil de avaliar é a diversidade, mesmo que se considere para esta avaliação os grupos taxonômicos estabelecidos, ou a opinião dos especialistas. A diversidade não é a mesma coisa que o êxito ou abundância, mas informa-nos da adaptação ao meio ambiente, tal como se exprime em termos morfológicos.

Fonte: Disponível em: http://naturlink.pt/article.aspx?menuid=7&cid=91655&bl=1§ion=3. Acesso em: 09 out.2016.
Considerando o estudo do capítulo - Paleontologia: desvendando o passado biológico da Terra e correlacionando-o com as informações do texto acima, analise a veracidade das afirmações a seguir.
I) Após a morte, um organismo tem sua decomposição iniciada, servindo de substrato ao crescimento de animais necrófagos como insetos, e ao desenvolvimento de fungos e bactérias, os quais irão decompor a matéria orgânica. Apenas em casos especiais, o animal quando morre não é logo decomposto. Um exemplo são os mamutes que foram encontrados com suas estruturas preservadas no gelo, onde um desastre os enterrou, mantendo suas partes como pelos e tecidos moles preservados.II) Fósseis de esqueletos articulados só são encontrados quando: (1) o tempo entre a morte e o soterramento do animal foi muito curto; (2) o evento que provocou a morte do animal foi o mesmo que o soterrou ou (3) quando o esqueleto ficou exposto a condições de baixíssima atividade de decomposição como, por exemplo, condições de baixa oxigenação, frio extremo ou aridez.III) A estratigrafia é o ramo da Geologia que estuda a sequência dos estratos que formam as rochas sedimentares e a sua idade, buscando determinar os eventos pelos quais às formaram.
Assinale a alternativa CORRETA.

Estão corretas as afirmações I e III, apenas.
Estão corretas as afirmações II e III, apenas.
As afirmações I, II e III estão corretas.
Somente a afirmação II está correta.
Estão corretas as afirmações I e II, apenas.

As evidências da evolução

O esclarecimento do mecanismo de atuação da evolução biológica somente foi concretamente conseguido a partir dos trabalhos de dois cientistas, o francês Jean Baptiste Lamarck (1744 – 1829) e o inglês Charles Darwin (1809 – 1882). 

A discussão evolucionista, no entanto, levanta grande polêmica. Por esse motivo é preciso descrever, inicialmente, as principais evidências da evolução utilizadas pelos evolucionistas em defesa de sua tese. Dentre as mais utilizadas destacam-se:

os fósseis;a semelhança embriológica e anatômica existente entre os componentes de alguns grupos animais (notadamente os vertebrados),a existência de estruturas vestigiais eas evidências bioquímicas relacionadas a determinadas moléculas comuns a muitos seres vivos.

Fonte: Disponível em: http://www.sobiologia.com.br/conteudos/Evolucao/evolucao10.php. Acesso em: 01 out.2016.

Considerando as informações do texto acima, assinale a alternativa que melhor apresenta, do ponto de vista darwiniano, a importância dos estudos dos fósseis.


A evolução é um processo contínuo de modificação, muito bem identificado por meio dos estudos das semelhanças e das descendências entre os seres vivos de hoje e os achados fossilizados.
A reconstrução dos paleoambientes e dos paleoclimas permite o entendimento da evolução ao longo de um determinado tempo, muito embora essas reconstruções não precisem se basear nos estudos dos achados fósseis.
A evolução como parte da criação divina, não dá "saltos", e isso pode ser percebido e comprovado pelo estudo dos fósseis.
A evolução é um processo pontual, transitório, muito bem representado pelos achados fósseis, uma vez considerados os elos perdidos, ou seja, a falta de um achado que marca a transição entre duas grandes classes animais.
A seleção natural foi o acontecimento que mais contribuiu para que os seres vivos fossem fossilizados ao longo de milhares de anos.
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