TÓPICOS ESPECIAIS EM PORTUGUÊS


Como você estudou, a Língua Portuguesa apresenta algumas palavras e expressões que sempre suscitam dúvidas quanto ao seu emprego adequado em diversas. Por meio desse estudo, avalie as afirmativas que seguem:   I- O termo Há nas frases em que a ideia é de tempo passado, ou tempo decorrido. Equivale à forma verbal FAZ, na mesma acepção. II- A expressão a partir de refere-se ao ponto de partida de alguma coisa, bem como refere-se que algo aconteceu de um momento em diante. III- Mim nunca faz nada, portanto mim não pode ser sujeito.   Está correta a(s) afirmativa(s) presente(s) em:

Em II e III.
Apenas em II.
Apenas em III.
Apenas em I.
Em I, II e III.
Observe o texto a seguir.   O SOLDADO E O DIABO   Contam que, em outros tempos, há milhares e milhares de anos, quando nada existia do que hoje existe, viveu em certa cidade um rico fidalgo, o barão de Macário, tão poderoso e opulento, quão orgulhoso e mau. Uma tarde, achava-se ele no seu escritório, contemplando avaramente a grande fortuna que acumulara, roubando aos pobres, às viúvas e aos órfãos, emprestando dinheiro a juros elevados, quando, de súbito, se sentiu tocado por um raio de bondade, até então jamais experimentado pelo seu coração empedernido. Lembrou-se que já estava velho; e que, com aquela idade, nunca fizera o menor benefício a pessoa alguma, sem ter dado jamais uma única esmola sequer. Arrependeu-se, então, do seu passado. Nessa mesma tarde, Augusto, um infeliz sapateiro, seu vizinho, que vivia na maior pobreza, carregado de filhos, veio bater à porta, suplicando que lhe emprestasse cem mil-réis, para se ver livre de uma penhora, e poder comprar o material que precisava para os trabalhos de sua profissão. – Em vez de cem-mil réis, dar-te-ei um conto de réis, Augusto; disse o barão, com a condição, porém, que, se eu morrer primeiro, você irá vigiar meu túmulo, nas três primeiras noites depois do meu enterro. O sapateiro prometeu, acossado como estava pela necessidade, e o fidalgo deu-lhe o conto de réis.   Disponível em: Acesso em: 04 set. 2017.     As palavras que devem receber acentos gráficos pelas mesmas regras com que foram acentuadas as palavras “escritório, viúva, órfãos, súbito e réis”, respectivamente, encontram-se na opção:

leoa, Guaira, sacristão, bussola, assembleia
ambulância, feiura, sotão, cronica, ideia
nodoa, balaustre, benção, oculos, farois
melancia, rainha, coração, ultimo, ceu
cheguei, bainha, irmão, mascarado, joia
Levando em consideração a utilização de MAL e MAU, analise as proposições a seguir e responda ao que é solicitado.   I. Você não era mal aluno assim. O que está acontecendo com você? II. Depois de limpar toda a casa com aquele produto da televisão, a casa ficou com mal cheiro! III. João ficou mal-acostumado demais. Mas, também a Maria entrega tudo na mão dele!   Está(ão) correta(s) a(s) frase(s):

Apenas I.
Em I e III.
Em I e II.
Apenas II.
Apenas III.
Há, na língua portuguesa, palavras com a escrita bem parecida, mas que possuem significados e funções bastante diferentes. Como você já sabe e estudou, um dos casos mais recorrentes é na utilização de mais e mas.   Relacione as colunas apontando corretamente o sentido das palavras destacadas em cada oração.     (A) Eu ia jogar bola hoje, mas a chuva fez o jogo ser cancelado (   ) quantidade (B) João namorou Maria, mas ele não a amava. (   ) oposição. (C) Seis mais um é igual a sete. (   ) Adição. (D) Gosto de melancia, mas detesto as sementes (   ) ideia contrária. (E) Quero mais um pedaço de bolo. (   ) ideia contrária   A opção que preenche corretamente a segunda coluna é:  

D, C, E, B, A.
A, B, C, D, E.
B, D, E, A, C.
E, D, C, B, A.
C, D, A, B, E.
Na frase “Todo fim de semana, vende-se artesanatos naquela feira. ”, há um deslize quanto à concordância verbal. Assinale a alternativa em que também ocorre esse problema.     

Naquele estabelecimento, compram-se roupas seminovas.
Soube que, naquela empresa, contrata-se vendedores mensalmente.
Para que o serviço seja aprimorado, precisa-se de novos atendentes.
Alugam-se, naquela loja, roupas para festas.  
No Brasil, acredita-se em melhorias na educação e na saúde.
Leia o trecho a seguir para responder ao que é solicitado.   “Os indivíduos criam¹ a própria visão de mundo, baseada em sua percepção do cotidiano e daquilo que mais o afeta. Atualmente, em função das constantes mudanças sociais, econômicas e culturais, os indivíduos reformularão² essa visão com frequência. Não há como julgá-la ou categorizá-la como certa ou errada, mas é bem provável que quanto maior a cultura e o conhecimento do indivíduo, mais abrangente e clara seja sua visão”   (PICCOLI, Ana Paula Bonilha; LENA, Renato César. Visão de mundo. In: PICCOLI, Ana Paula Bonilha et al. Empregabilidade: competências pessoais e profissionais. São Paulo: Pearson, 2010. p. 2.)     Há, no trecho acima, duas palavras em destaque: criam e reformularão. Como você estudou, há algumas diferenças quando vamos conjugar verbos no passado e no futuro, em qualquer pessoa do discurso (1ª pessoa, 2ª pessoa, 3ª pessoa), do singular ou do plural.   Assim pensando, avalie as afirmativas e assinale a opção correta.   I. Em criaram, o verbo criar está no futuro, na terceira pessoa do plural. II. Em reformularão, o verbo reformular está no futuro, na terceira pessoa do plural. III. Criaram indica uma ação que aconteceu no passado; reformularão indica uma ação que acontecerá no futuro. Ambas as palavras estão conjugadas na terceira pessoa do plural e, por isso, indicam tais ações.   A opção correta está presente em:

Em I e II.
Em II e III.
Apenas em I.
Apenas em III.
Apenas em II.
Leia as palavras de Mamede (2017).   “A correta expressão do pensamento por meio de linguagem verbal é peculiaridade de uma língua, ou idioma. No nível culto, ou norma padrão, existem estruturas próprias e distintas da simples comunicação coloquial diária. São situações de pronúncia, de escrita ou ortografia, de flexão de palavras e, acima de tudo, de significado. A palavra certa para o lugar certo é uma questão de respeito para com a identidade daquilo que desejamos expressar. Essa identidade tem a mesma natureza da identidade de uma pessoa, por exemplo, em todas as suas marcas. Se a palavra possui tantas letras, e eu elimino, acrescento ou troco uma letra, eu adulterei a identidade dessa palavra”.   (MAMEDE, 2017, p. 39)   A partir do exposto e do que foi estudado por você, indique a sentença em que a palavra enfim esteja empregada adequadamente, ou seja, indicando a ideia de finalmente, por fim.

Enfim de dia, todos queremos chegar mais rápido em casa, não é mesmo?
Alguns professores estampam, em seus rostos, que devem estar enfim de carreira. Eles aparentam estar muito cansados!
Quando estamos enfim de uma prova, sempre queremos terminá-la logo.
Após diversas tentativas, chegamos a conclusão de que aquele paciente se encontra enfim de vida.
Devemos nos aperfeiçoar profissionalmente para, enfim, conseguirmos o emprego que almejamos.

Muitas vezes, as pessoas têm dúvidas a respeito do uso de alguns termos, ao descrever o emprego correto de alguns casos especiais da língua. Após seus estudos acerca das dificuldades mais frequentes da língua, assinale C para as frases que estiverem gramaticalmente corretas e E para as erradas.

 

(  ) Foi-me feito um pedido: é para mim avaliar o livro.

(  ) Voltamos a fim de cumprimentá-lo pela formatura.

(  ) Moro a cerca de duas quadras da universidade.

(  ) A tempo que não te vejo.

 

A opção correta é:


C, E, E, E.


C, E, E, C.


E, C, C, C.


E, C, C, E.


E, E, E, C.

Como você estudou, a Língua Portuguesa apresenta algumas palavras e expressões que sempre suscitam dúvidas quanto ao seu emprego adequado em diversas. Por meio desse estudo, avalie as afirmativas que seguem:

 

I. é utilizando quando o espaço de tempo já tiver decorrido e puder ser substituído por faz.

II. Mim nunca faz nada, portanto mim não pode ser sujeito.

III. Escrevemos de repente, separadamente, indicando de forma repentina, inesperada.

 

Está correta a(s) afirmativa(s) presente(s) em:


Apenas em III.


Apenas em I.


Em I e II.


Apenas em II.


Em I, II e III.

Assinale o motivo da utilização do “porque”, no trecho abaixo, retirado da crônica “Bons dias”, de Machado de Assis:

 

10 de novembro

Bons dias!

 

Há anos, por ocasião do movimento Ester de Carvalho, aquela boa atriz que aqui morreu, lembra-me haver lido nos jornais um pequenino artigo anônimo. Nem se lhe podia chamar artigo; era uma pergunta nua e seca. O numeroso partido da atriz estava em ação; havia palmas, flores, versos, longas e brilhantes manifestações públicas. E então dizia a pergunta anônima: “Por que não aproveitaremos este movimento Ester de Carvalho para ver se alcançamos o fechamento das portas?”

 

Disponível em: Acesso em 18 nov. 2019


O termo em destaque indica motivo, tendo o valor de “pois”, não sendo acentuado porque não é um substantivo.


O porque, usado por Machado de Assim, indica explicação, tendo o valor de “porém”, não estando acentuado porque é um substantivo que está no início de frase.


Na situação descrita acima, o porque foi utilizado para indicar uma ideia causal ou explicativa, com valor de “pois”.


No trecho de Machado de Assim, há a utilização do porquê que serve para introduzir orações interrogativas, ou seja, apresentando um questionamento sobre por qual razão não houve o aproveitamento da ação para se alcançar outra.


O porque destacado no excerto tem significado de “motivo”, “razão”, pois está acompanhado de uma palavra determinante.

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