HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO NO BRASIL


Promulgada em 5 de outubro de 1988, a nova Constituição Federal representou um significativo avanço para a democracia no Brasil. Denominada Constituição Cidadã, a nova Constituição procurou sanar as deficiências democráticas da sociedade, incluindo amplos direitos sociais, políticos e civis. Nesse quadro, a Educação ganhou especial destaque, sendo reconhecida como "direito de todos e dever do Estado e da família" (Art. 205). Já no o Artigo 206, encontramos os princípios sobre os quais devem orientar-se as práticas de ensino no Brasil. Dos princípios abaixo, é CORRETO o que se afirma em:

 

I Igualdade de condições para o acesso e a permanência na escola.

II Liberdade para aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber.

III Gratuidade do ensino em estabelecimentos oficiais públicos ou privados.

IV Pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas, e coexistência de instituições públicas e privadas de ensino.

V  Valorização dos profissionais da educação escolar.

VI Gestão democrática das escolas particulares, na forma da lei.

VII Garantia parcial do padrão de qualidade.

 

Assinale a sequência CORRETA.


III, V, VI e VII.


I, II, IV e V.


I, III, IV e V.


I, IV, V e VII.


II, V, VI e VII.

Tendo como objetivo o cumprimento do direito à igualdade de condições de vida e de cidadania, bem como a garantia do igual direito às histórias e culturas que compõem a nação brasileira e, ainda, do direito de acesso às diferentes fontes da cultura nacional a todos brasileiros, o Conselho Nacional de Educação, por meio do Parecer 003/2004, homologou as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana. Sobre o Parecer 003/2004, é CORRETO afirmar que:


as DCNs para a Educação das Relações Étnico-Raciais procuram oferecer uma resposta em termos de políticas de ações afirmativas à demanda educacional da população afrodescendente.


a introdução dos temas da história, da cultura e da identidade afrodescendente no currículo escolar estimulam a segregação e o preconceito étnico-racial.


o sentido de políticas de ações afirmativas presente nas DCNs para a Educação das Relações Étnico-Raciais diz respeito apenas à ampliação do acesso da população afrodescendente à escola.


a ênfase no reconhecimento da cultura africana e a valorização da história e identidade da população afrodescendente não contribui com a construção e afirmação de uma cultura nacional.


a divulgação e produção de conhecimentos, posturas e valores étnico-raciais pouco ou nada contribuem para o fortalecimento de relações democráticas e igualitárias.

A crítica que Walter Benjamin remete ao processo de empobrecimento da experiência concerne a compreensão habitual do termo como o que diz respeito às vivências, e, por isso mesmo, ao isolamento do indivíduo em sua história pessoal como exacerbado apego às exigências de sua existência. No âmbito da educação escolar, o deslocamento da crítica coloca sob suspeita a ideia de formação e de cultura estabelecidas nas sociedades capitalistas do pós-iluminismo.

 

Para o filósofo, o desenvolvimento da técnica e a progressiva perda da capacidade de intercambiar experiências:

 

I modifica o domínio das interações humanas e pedagógicas desqualificando a construção de aprendizagens significativas.

II prolonga as experiências vividas pelo aluno e pelo professor, ampliando as capacidades crítico-comunicativas que ambos exercem no ambiente escolar.

III supervaloriza os processos de aquisição de informação em detrimento dos processos de elaboração de sentidos por meio da palavra.

 

Está CORRETO o que se afirma em:


I e III.


II e III.


I e II.


II, somente.


I, somente.

Para Walter Benjamin, a experiência – erfahrung – é algo que se passa entre pessoas: lugar da construção dos sentidos; ciclos abertos, possibilidade de construção intercambiada que promove no homem uma profunda capacidade de comunicação, de aproximação com o Outro, lugar de encontro com o que é diferente. Logo, a experiência é algo que se constitui no campo dialético: eu-Outro. Por isso, inclusive, a relação de correspondência que aí se implica não ocorre na similaridade, mas na diferença, no modo como cada sujeito elabora o mundo e se elabora no mundo, por meio do Outro.

 

Em sentido benjaminiano, a experiência:

 

I implica uma relação de similaridade e de apego exacerbado às histórias particulares de cada indivíduo.

II remete o conhecimento construído num intenso fluxo de acúmulo e prolongamento da memória.

III supõe uma tradição compartilhada e retomada na transmissão da palavra como condição de continuidade.

IV admite processos de aquisição de informação em detrimento dos processos de elaboração de sentidos.

V permite a integração do sujeito no universo das linguagens e práticas que associam vida particular e coletiva.

 

Estão CORRETAS as afirmativas:


III, IV e V.


II, III e V.


II, IV e V.


I, II e IV.


I, III e V.

Embora a reforma Francisco Campos tenha representado importantes avanços quanto à criação e atribuição de organicidade a um sistema de ensino com abrangência de âmbito nacional, na prática, pouco se avançou quanto à democratização da educação no Brasil. Acerca desse contexto, Moraes (2000, p. 132), afirma que havia clara consciência acerca da função social da educação: “a educação rural, para conter a migração do campo para as cidades e a formação técnico-profissional do trabalhador, visando solucionar o problema das agitações urbanas”.


Sobre as críticas à reforma Francisco Campos, analise as afirmativas que seguem.


I O lugar de destaque dado por Campos à educação respondia apenas às novas e complexas formas da sociedade urbano-industrial.

II A oferta do ensino secundário em dois ciclos permitiu igual condições de permanência na escola e unificou a formação escolar e a preparação para o trabalho.

III O retorno do ensino religioso ao currículo escolar atendia aos interesses dos educadores católicos a fim de reforçar o apoio da igreja às questões políticas.


Está CORRETO o que se afirma em:


I e II.


III, somente.


I e III.


II, somente.


I, somente.

Os decretos assinados por Campos entre 1931 e 1932, e que efetivaram a reforma Francisco Campos, além do que dispunham sobre o regime universitário e a organização da Universidade do Rio de Janeiro, trataram da organização do ensino secundário e comercial, e da criação do Conselho Nacional de Educação. Quanto ao ensino superior, foram notados importantes avanços na organização técnica e administrativa das universidades.

 

A respeito da organização técnica e administrativa das universidades, julgue os itens a seguir.


I Com a reforma do regime universitário, o ensino superior ganhou maior autonomia didática e administrativa, além de importante ênfase na pesquisa e difusão da cultura.

II A reforma do ensino superior resgatou o modelo de organização dos colégios jesuítas, resultando na simples agregação das faculdades de ensino.

III O estatuto das universidades propunha a congregação em unidade universitária de pelo menos três dos seguintes institutos: Direito, Medicina, Engenharia e Educação, Ciências e Letras.


Está CORRETO o que se afirma em:


I, somente.


III, somente.


I e III.


I e II.


II, somente.

Durante o Império e a República Velha, algumas importantes modificações ocorreram demarcando um novo campo educacional e cultural no Brasil. Entretanto, a estrutura social e econômica do Império e, posteriormente, da República, permaneceu a mesma. Isto posto, julgue os itens abaixo.


I A força de trabalho escravagista foi gradualmente substituída pela força de trabalho dos próprios escravos, só que, dessa vez, contratados e portadores de direitos trabalhistas.

II A estrutura de estratificação da sociedade permaneceu a mesma: relações sociais baseadas de poder econômico, evidenciando a existência de duas classes: uma elite dominante e uma massa de dominados.

III Na educação surgiu a necessidade de formar quadros técnicos e administrativos novos e, por isso, foram mantidas e ampliadas as inovações criadas por ocasião da vinda de D. João VI para o Brasil.


Está CORRETO o que se afirma em:


I e II.


I, somente.


II e III.


III, somente.


I e III.

Leia, com atenção, o texto a seguir.


O populismo, típico da América Latina, surgiu a partir do período entreguerras, com a emergência das classes populares urbanas, resultantes da industrialização, quando o modelo agrário-exportador foi substituído aos poucos pelo nacional-desenvolvimento. No caso do Brasil, vimos que essa tendência se fez presente desde 1930 e durante o Estado Novo, com a atuação de Getúlio (ARANHA, 2006, p. 295).


A respeito do fenômeno político conhecido no Brasil e na América Latina como populismo, assinale a alternativa CORRETA.


O populismo destaca se destacou como um movimento de massas sem lideranças carismáticas.


O populismo ilustra fenômeno político desvinculado do processo de urbanização e industrialização.


O populismo se caracterizou como um levante do poder político das massas, em que o governo procura manipular e dirigir as suas reivindicações.


O populismo se configurou como um estilo de governo sempre sensível às pressões populares, principalmente as rurais.


O populismo se caracterizou pela articulação de grupos políticos identificados exclusivamente com as elites econômicas.

No Brasil, a transição política de 1822 (de Brasil-colônia a Império do Brasil) não coincide com a transição paradigmática dos métodos pedagógicos, conforme se observara no iluminismo europeu. A Reforma Pombalina da Educação, ocorrida nos últimos anos da colônia, não assegurou que o novo modelo pedagógico cumprisse a necessidade de criar e organizar uma escola útil aos interesses políticos da Coroa de promover a economia industrial em superação de sua estrutura econômica mercantilista. Das questões se destacam nesse contexto, julgue as assertivas a seguir.


I O ensino superior permanecia restrito e tinha como objetivo a manutenção dos privilégios da elite, da monarquia e das oligarquias rurais.

II As iniciativas educacionais do Brasil-império permaneceram direcionadas para a iniciação cívico-mercantil das pequenas elites em detrimento do acesso dos mais pobres à educação.

III A educação básica e o ensino superior eram oferecidos em escolas instaladas nas cidades e grandes vilas, atendendo a todos, indistintamente.


Está CORRETO o que se afirma em:


I e II.


III, somente.


II, somente.


I e III.


I, somente.

A laicização e a emancipação das formas de pensar a sociedade alcançaram novos processos de racionalização que, por sua vez, produziram profundas mudanças nos saberes que se organizam sob o primado da razão. A esse respeito, Hegel (1170-1831), afirma que a racionalidade “é o próprio tecido do real e do pensamento”. A respeito o idealismo hegeliano e suas influências sobre a educação, julgue as asserções a seguir.


I O idealismo afirma do desenvolvimento espiritual por meio da cultura como processo de formação do homem integral.

II A pedagogia neo-humanista decorrente do idealismo alemão substituiu o foco dado ao papel da cultura na formação humana pelas investigações técnico-científicas.

III O idealismo identifica a realidade como um conjunto de relações cuja principal característica é a reciprocidade entre os entes e os processos.


Está CORRETO o que se afirma em:


II, somente.


I e III.


III, somente.


I, somente.


II e III.

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