HISTÓRIA GERAL DA EDUCAÇÃO


Leia, com atenção, o texto a seguir.

 

A história é a história do homem, visto como um ser social, vivendo em sociedade. É a história das transformações humanas, desde o seu aparecimento na terra até os dias em que estamos vivendo. Desde o início, portanto, pode-se tirar uma conclusão fundamental: quer saibamos ou não, quer aceitemos ou não, somos parte da história, e todos desempenhamos nela um papel. E temos então, todos, desde que nascemos, uma ação concreta a desempenhar nela (BORGES, 2005, p. 49).

 

O texto acima chama atenção para duas importantes características: (i) o homem como o sujeito concreto da história; (ii) a história se desdobra das condições reais que o homem encontra já estabelecidas no mundo, e não das condições ideais que idealiza. A respeito dessas características, é CORRETO afirmar que:

 

I o homem é um ser abstrato e suas ações esgotam-se no tempo em que se realizam. Nesse sentido, a história é apenas um memorial dos eventos que lhe são inerentes.

II a materialidade da experiência humana encontra-se inserida na história. Por isso, o sentido de suas ações é restrito ao tempo dos acontecimentos.

III o registro das experiências e das trajetórias humanas ocorre de diferentes formas. Os “causos” contados pelos mais velhos são exemplos da construção oral da história.

 

Está CORRETO o que se afirma em:


III, somente.


I, somente.


II e III.


II, somente.


I e II.

Há uma visão antropológica comum na Renascença que concebe o homem como um microcosmo, a partir da reflexão iniciada pelo filósofo e teólogo Nicolau de Cusa (1401-1464). Essa ideia expressa a fé nas potencialidades inscritas no ser humano, que pode tanto elevar-se a divino quanto degenerar-se no pior dos seres. O rosto ou a figura que essa potencialidade receberá deve-se ao livre-arbítrio. Assim, cada homem é um mundo em potencial.

 

(MEIER, C. Filosofia: por uma inteligência da complexidade. Belo Horizonte: Ed. Pax, 2014)

 

Sobre a concepção de homem postulada pelo humanismo renascentista, julgue os itens a seguir.

 

I A ênfase na liberdade e na autonomia humana explicava a ascensão do ateísmo e o descaso com o dogmatismo que sustentava o mundo religioso.

II A valorização da dignidade humana fundamentada na liberdade indicava a busca pelo equilíbrio entre emoção, experiência e razão.

III A relevância da dimensão espiritual do homem destacava a superioridade da fé e a subordinação da razão à verdade acolhida como revelação divina.

 

Está CORRETO o que se afirma em:


I e III.


I e II.


II, apenas.


I, apenas.


III, apenas.

Foi durante a Renascença que surgiu o costume de dividir a história do mundo em três grandes épocas: Antiga, Medieval e Moderna. Sobre o conceito de Idade Média, avalie as afirmações a seguir.

 

I A definição de Idade Média elaborada no Renascimento coaduna a crença de que a humanidade passou por um processo contínuo de progresso desde seus primórdios até à Idade Moderna.

II Para os Renascentistas, a Idade Média fora marcada de profunda ignorância e superstição; nela, o homem interessava-se somente em fugir às misérias do mundo e aos tormentos do inferno.

III Com o Renascimento Carolíngio, no século VIII, a Europa mergulhou definitivamente no ruralismo econômico, no ascetismo e no purismo anglo-saxão da tradição romana.

 

Está CORRETO o que se afirma em:


I e III.


I, apenas.


II e III.


I e II.


III, apenas.

Segundo o historiador Marc Bloch (2001, p. 55), “a História é ciência dos homens, no tempo”. Logo, todos os campos do saber lhe interessam e devem ser motivo de reflexão. Acerca da História como campo de conhecimento e disciplina de estudo, assinale a alternativa CORRETA.


A História é o estudo do homem no tempo, logo deve ocupar-se do somente do exame do passado.


A História é uma ciência exata, propriedade comum às ciências humanas.


A História se constitui como um contínuo fluxo de elaboração; seu conhecimento é essencialmente inacabado.


O historiador é aquele a quem cabe a reconstrução exata dos fatos históricos.


A História se constitui na relação tempo e fato; o sujeito é apenas seu narrador.

Segundo os Parâmetros Curriculares Nacionais para o Ensino Fundamental “o ensino e a aprendizagem da história envolvem uma distinção básica entre o saber histórico [...] e o saber histórico escolar” (PCNEF, 1996, p. 29). Sobre a diferença entre o saber histórico e o saber histórico escolar, julgue os itens abaixo:


I O saber histórico diz respeito ao campo da pesquisa e produção de conhecimentos sob o domínio dos especialistas.

II Tanto o saber histórico quanto o saber histórico escolar fundamentam-se à forma das representações sociais construídas pela vivência dos sujeitos no campo educação.

III O saber histórico escolar refere-se à reelaboração do conhecimento produzido no campo da pesquisa, a partir da mediação pedagógica professor/aluno.

IV O campo da produção historiográfica, de reconstrução e escrita da história é relativo ao saber histórico.

V Excluindo as diversas fontes de informação veiculadas pela comunidade e pelos meios de comunicação, o saber histórico escolar diz respeito somente ao conhecimento produzido no campo da mediação didático-pedagógica.


Estão CORRETAS as afirmativas:


II e V.


II, IV e V.


I, III e IV.


I e IV.


III, somente.

A racionalidade proposta pelos iluministas buscava desenvolver uma educação baseada na capacidade de pensar como um valor fundamental, afastando-se do ensino da escolástica, utilizado no Antigo Regime. Assim, não fazia mais sentido manter a escola atrelada à Igreja, a educação vinculada à religião, nem aos interesses de uma única classe privilegiada.

 

Desse modo, é CORRETO afirmar que a educação e a escola na era moderna deveriam ser:


obrigatória, não-religiosa e independente de privilégios de classes.


não-obrigatória e com ênfase no estudo dos conteúdos de humanidades.


obrigatória, não-religiosa e de acesso gratuito a todos os níveis de ensino.


religiosa e com ênfase nos estudos das teorias da escolástica medieval.


religiosa, não-obrigatória e de acesso gratuito no ensino elementar.

A educação iluminista, fortalecida pela tendência liberal e laica, apontava caminhos liberais e progressistas. Nesse contexto, a pedagogia rousseauniana destacou-se pela centralização do interesse pedagógico no aluno com o objetivo de formar o homem como um sujeito livre e autônomo. Isto posto, julgue os itens a seguir.

 

I Rousseau criticava os costumes aristocráticos, recusava o intelectualismo e defendia uma educação afastada do artificialismo das convenções sociais.

II Rousseau defendia uma pedagogia positiva, baseada na imposição da autoridade do professor, na obediência e na reprodução dos conhecimentos historicamente produzidos e acumulados.

III Rousseau não valorizava o conhecimento transmitido e queria que a criança aprendesse a pensar, não como um processo que vem de fora, mas como desenvolvimento interno e natural.

 

Está CORRETO o que se afirma em:


II, apenas.


I e III.


I, apenas.


II e III.


I e II.

As mudanças culturais ocorridas por força das crises das velhas formas de governo e a ascensão ao poder de novos grupos sociais, especialmente na Itália dos anos 1420 a 1520, fortaleceram a luta contra a tirania e a defesa pela liberdade republicana. O pensamento renascentista trouxe consigo um sentimento de identificação com o passado romano e de orgulho pela tradição clássica greco-latina especialmente nas letras e nas artes.

 

Sobre o humanismo renascentista, julgue os itens a seguir.

 

I O cultivo da cultura clássica greco-romana resgatava a influência dos dogmas cristãos destacando a religiosidade como dimensão fundamental do homem.

II A ênfase na autonomia humana tencionava a recuperação do patrimônio filosófico-cultural clássico como fundamento da relação entre moralidade e liberdade.

III A valorização da dignidade humana fundamentada na liberdade indicava a busca pelo equilíbrio entre a emoção, a experiência e a razão.

 

Está CORRETO o que se afirma em:


I e III.


II, apenas.


III, apenas.


II e III.


I, apenas.

Segundo Schmidt (1999, p. 112), “o Renascimento foi o período de renovação de ideias. Teve início na Itália e depois se espalhou pela Europa. O Renascimento foi também uma época de grandes artistas e escritores, como Leonardo da Vinci, Michelângelo e Shakespeare. A vida cultural deixou de ser controlada pela Igreja Católica e foi influenciada por estudiosos da Antiguidade grego-romana chamados de humanistas”. Sobre o Renascimento, assinale a alternativa CORRETA.


A produção intelectual do Renascimento, seja na literatura, na filosofia, na ciência ou nas artes, demonstrava interesse em resgatar o pensamento religioso medieval.


A cultura humanista resgatada pelo renascimento marcou profundamente a educação, igualando o acesso de ricos e pobres aos ambientes educacionais.


O humanismo renascentista marcou o fortalecimento da cultura medieval e a influência da religiosidade na organização da educação e das práticas pedagógicas.


A educação renascentista em nada se diferenciou da educação medieval, considerando que as práticas de ensino continuam valorizando a instrução religiosa.


O Renascimento desencadeou o movimento conhecido como humanismo, indicando a procura de uma nova imagem do homem e da cultura.

Segundo o professor e filósofo Alfredo Storck, "descrever a filosofia medieval é descrever um fenômeno complexo", haja vista que a cultura medieval é um amálgama de elementos greco-romanos, germânicos e cristãos.

 

Sobre a educação sociedade medieval, avalie as afirmações a seguir.

 

I Os pensadores da Escolástica retomaram à filosofia platônica a fim de destacar temas como o conhecimento e a moral adaptando-os à ótica cristã.

II As escolas monacais, criadas com a finalidade pedagógica de educação dos novos monges, focavam as práticas de ensino na instrução para o trabalho e os ofícios manuais.

III A reforma educacional promovida pelos carolíngios responsabilizou a escola palatina pela difusão dos novos estudos nas escolas monacais e paroquiais.

 

Está CORRETO o que se afirma em:


II, apenas.


II e III.


I, apenas.


I e II.


III, apenas.