DO LATIM AO PORTUGUÊS: ESTUDOS LINGUÍSTICOS


De acordo com o livro de apoio, a concordância nominal é a adaptação do adjetivo às mesmas situações de gênero e número do substantivo que ele determina. Dessa forma, a única opção que se encontra inadequada quanto à concordância nominal é.


Rapaz e moça grávida conversaram comigo.


“Muito obrigado!”, disse a moça.


Fiz o trabalho com minhas próprias mãos.


Ele alimentava-se de pão e carne bovina.


Agora que percebi: já são oito horas.

A palavra meio pode atuar como um numeral ou como um advérbio, a depender da palavra que modifica. Quando determina um substantivo, ela funciona como um numeral adjetivo, devendo, portanto, concordar em gênero com o substantivo. Assinale a alternativa que apresenta a palavra meio como um numeral adjetivo.


Ofereci meia caneca de café porque ela tem problemas de saúde.


Mariana é meia desconfiada. Não acredita nas histórias que lhe contam as colegas.


A mulher era meia distraída.


Mariane ficou meia decepcionada quando soube da traição de seu marido.


Maria está meia fraca da cabeça desde que seu marido faleceu.

O verbo “fazer” causa muita dificuldade quanto à sua concordância, pois pode indicar sentido de existir e tempo transcorrido. Analise as orações abaixo.

I. Há 5 anos o programa “Ação” mostra formar bem mais eficientes de gerar renda para a população carente.

II. Faz dias que não aparece uma mosca por aqui. O que será que está acontecendo?

III. “... se conseguíssemos descobrir, não haveria mais tantas guerras.”

IV. Haverá mudanças a partir do ano que vem.

 

A(s) oração(ões) que apresenta(m) o verbo FAZER indicando tempo transcorrido está(ão) em:


Apenas em I.


Em I, II e III.


Em I e II.


Apenas em III.


Apenas em II.

Após seus estudos sobre os morfemas e a estrutura e formação de palavras, avalie as afirmativas que seguem.

 

I. Os prefixos, quando se ligam a uma palavra, não alteram a classe gramatical da palavra inicial (ex.: feliz/infeliz – ambas adjetivos).

II. Além das vogais temáticas verbais, existem vogais temáticas nominais, que são seguintes: -a (ex.: casa), -e (ex.: cidade) e –o (ex.: espaço).

III. Nem toda forma verbal apresenta vogal temática (ex.: canto / radical [cant-] + desinência [o]).

 

Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s) presente(s) em:


Apenas em I.


Em I, II e III.


Em II e III.


Apenas em II.


Apenas em III.

Leia o trecho abaixo, do texto de Machado de Assis, e responda:

 

[...] “A perfeição seria nascer um casal. Assim os desejos do pai e da mãe ficariam satisfeitos. Santos pensou em fazer sobre isso uma consulta espírita. Começava a ser iniciado nessa religião, e tinha a fé noviça e firme. Mas a mulher opôs-se; a consultar alguém, antes a cabocla do Castelo, a adivinha célebre do tempo, que descobria as coisas perdidas e predizia as futuras. Entretanto, recusava também, por desnecessário. A que vinha consultar sobre uma dúvida, que dali a meses estaria esclarecida? Santos achou, em relação à cabocla, que seria imitar as crendices da gente reles; mas a cunhada acudiu que não, e citou um caso recente de pessoa distinta, um juiz municipal, cuja nomeação foi anunciada pela cabocla.”

 

Disponível em: Acesso em 18 out. 2017.

 

O prefixo da palavra desnecessário, em “a adivinha célebre do tempo, que descobria as coisas perdidas e predizia as futuras. Entretanto, recusava também, por desnecessário”, significa:


negação


separação


cessação


ação contrária


intensificação

Após a leitura do capítulo 6 “Língua latina: pronúncia e acentuação, morfossintaxe do nome e do verbo”, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.

 

(  ) Em latim não existe palavra oxítona.

(  ) Em latim não existe acento gráfico.

(  ) A marca fundamental do latim é a flexão de substantivos e adjetivos conforme as funções sintáticas que exercem na frase.

(  ) Ablativo é a função sintática que denominamos para os termos que exercem função de adjunto adverbial e agente da voz passiva.

(  ) O registro de um substantivo, no dicionário latino, faz-se pela menção do verbete no caso nominativo singular, seguido, imediatamente, da desinência do genitivo singular.

 

 

A opção correta é:


V, F, F, V, F.


F, V, V, F, V.


V, V, V, V, V.


V, F, V, F, V.


F, F, F, F, F.

“Os morfemas lexicais têm significação externa, porque é referente a fatos do mundo extralinguístico, aos símbolos básicos de tudo o que os falantes distinguem na realidade objetiva ou subjetiva”. (CUNHA; CINTRA, 2007, p. 90). Observe.

I. Évora, cor, roxa.

II. violeta, tristeza, rua.

III. Erma, céu, alegria.

 

São exemplos de morfemas lexicais as palavras presentes em:


Em I, II e III.


Apenas em II.


Somente em II e III.


Apenas em I.


Apenas em III.

Como sabemos, uma língua, naturalmente, “emprestam” algumas palavras para a composição da língua de outras línguas, isto é, há empréstimos linguísticos para que o nosso repertório vocabular, assim como outras, expandisse e se expanda, ao longo dos tempos. No estudo específico desse fenômeno, os estudiosos o denominam como adstrato. A respeito disso, assinale V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.

 

 

( ) Em nosso cotidiano, utilizamos diversas palavras advindas de outras, como empréstimos linguísticos, como a expressão personal trainer para indicar “treinador particular” ou “treinador pessoal”.

( ) Submissão cultural e empréstimo linguístico são sinônimos, pois o que torna um empréstimo linguístico legítimo é a submissão cultural, quando há a diminuição cultural de um povo para que as palavras emprestadas sejam eficazes.

( ) Em relação ao português, os principais adstratos são o espanhol, o francês, o italiano, o alemão e o inglês.

( ) O inglês é o idioma que mais interfere em outras línguas.

 

A opção correta é:


F, F, F, F.


F, V, V, V.


F, V, V, F.


V, V, V, V.


F, F, V, V.

Quando o sujeito apresenta uma expressão partitiva (uma parte de..., grande parte de..., a maior parte de..., grande número de..., a maioria de..., uma porção de...) seguida de um substantivo ou de um pronome no plural, o verbo pode ficar no singular (concordando com o substantivo que ocorre na expressão partitiva) ou ir para o plural. O verbo ficará no singular caso se opte por fazer a concordância com o substantivo ou pronome substantivo que antecede a expressão partitiva. Analise a oração abaixo.

 

A maioria dos garotos não toma sorvete.

 

É correto afirmar que o substantivo ficou no singular porque:


O verbo não iria para o plural porque não houve a opção de fazer a concordância com o núcleo do predicado, ou seja, “sorvete”.


O substantivo “maioria” modifica um adjetivo e sua função é de advérbio sendo, portanto, invariável.


O sujeito aparece após o verbo, o que não afeta as relações de concordância.


O adjetivo “gastos” concorda em gênero e número como substantivo mais próximo. Portanto, o verbo deve ficar no singular.


Se optou por fazer a concordância verbal com o substantivo “maioria”, que é o núcleo do sujeito da frase.

Para palavras sejam cognatas, não basta haver certa semelhança gráfica e sonora entre elas, mas faz-se necessário que elas tenham uma base comum de significação. Levando em consideração esse fato, assinale a alternativa que apresenta uma palavra que não seja cognata das outras três.


Convivência – vitalidade – vida – sobrevivente – revitalizar.


Amistoso – inimizade – amigavelmente – amigar – inimigo.


Apedrejar – pedreira – pedrada – pedregoso – pedrisco.


Espezinhar – pedal – pedinte – pedestal – pedestre.


Encruzilhada – crucifixo – cruzamento – cruzeiro – cruzada.

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